Dias após anunciar a distribuição da vacina contra a Covid-19 em agosto, a Rússia foi acusada de roubar dados das pesquisas de outros países sobre a vacina.
O Reino Unido diz que hackers possivelmente ligados ao serviço secreto russo invadiram os bancos de dados das instituições britânicas, dos Estados Unidos e do Canadá para roubar informações sobre a vacina contra o novo coronavírus.
Já o Kremlin rejeita as acusações.
A acusação foi feita nesta quinta-feira (16) pelos países possivelmente vítimas do roubo de dados, EUA, Canadá e Reino Unido.
As três nações alegam que o grupo de hackers APT29, também conhecido com “Cozy Bear” e “The Dukes”, atacou instituições acadêmicas e farmacêuticas que trabalham no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19.
O anuncio foi feito pelo Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido (NCSC), coordenado com as autoridades dos EUA e Canadá.
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O secretário do Exterior britâncio, Dominic Raab, disse em comunicado que "é completamente inaceitável que os serviços de inteligência russos estejam visando aqueles serviços que trabalham para combater a pandemia de coronavírus''. "Enquanto outros perseguem seus interesses egoístas com comportamento temerário, o Reino Unido e seus aliados estão continuando com o trabalho duro de encontrar uma vacina e proteger a saúde global", acrescentou.
As autoridades veem os ataques como “persistentes e contínuos” e são mais um esforço para roubar propriedade intelectual do que prejudicar a pesquisa.
Segundo o NCSC, a campanha de "atividade maliciosa'' está em andamento e inclui ataques ''predominantemente contra o governo e alvos diplomáticos, de assistência médica, energia e think tanks (serviço de inteligência)" dos três países.
Não foi informado se alguma informação foi realmente roubada, mas, de acordo com o NCSC, informações confidenciais de indivíduos, como pesquisadores, foram comprometidas.
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