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PANDEMIA

Recuperação após covid-19 pode dar imunidade de 83%, diz estudos

Pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (14) pelo governo britânico

quinta-feira, 14/01/2021, 15:28 - Atualizado em 14/01/2021, 15:28 - Autor: Com informações Folha de São Paulo


Siren avalia testes regulares de mais de 20 mil profissionais de saúde desde junho do ano passado
Siren avalia testes regulares de mais de 20 mil profissionais de saúde desde junho do ano passado | Reprodução

Adultos de até 54 anos recuperados de infecção do novo coronavírus apresentam imunidade por ao menos cinco meses, indica estudo divulgado nesta quinta-feira (14) pelo governo britânico.

O estudo foi feito pelo PHE (sigla em inglês para Saúde Pública da Inglaterra), e o Siren avalia testes regulares de mais de 20 mil profissionais de saúde desde junho do ano passado. Os voluntários têm de 35 a 54 anos, o que não permite tirar conclusões sobre o efeito em idosos (cujas respostas imunológicas tendem a ser mais fracas e breves).

De acordo com a líder do estudo, Susan Hopkins, é muito improvável que quem já teve a doença desenvolva infecções graves nas 20 semanas seguintes, "mas ainda existe o risco de adquirir uma infecção e transmitir a outras pessoas".

Segundo a especialista, a pesquisa, que se baseia em testes PCR (para detectar a infecção) e de anticorpos, encontrou níveis altos de vírus em pessoas que já haviam se recuperado da doença, o que indica que elas devem continuar seguindo as regras de proteção (evitar contatos, usar máscaras, lavar as mãos, entre outros).

Os pesquisadores ainda alertam que, como o trabalho está em andamento, não é possível descartar que quem contraiu o vírus na primeira onda não a contraia novamente. A análise também ocorreu antes da disseminação generalizada da nova variante identificada no Reino Unido, e os cientistas estudam agora se os anticorpos fornecem proteção contra essa cepa.

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O trabalho detectou, de 18 de junho a 24 de novembro, 44 reinfecções em potencial (2 "prováveis" e 42 "possíveis") entre 6.614 participantes que já haviam tido teste positivo para anticorpos contra o Sars-Cov-2. Nenhum dos 44 casos de reinfecção em potencial foram testados por PCR durante a primeira onda, mas todos foram positivos para anticorpos contra o Sars-Cov-2 no momento do recrutamento para o estudo.

Para os pesquisadores, se todos os 44 casos fossem reinfecções comprovadas, os dados indicam que a imunidade adquirida naturalmente como resultado de contágio forneceu 83% de proteção contra a reinfecção, em comparação com os que não haviam tido a doença antes, A proteção foi de 94% contra reinfecção sintomática e de 75% contra reinfecção assintomática.

Já se forem consideradas apenas os dois casos "prováveis" (voluntários que tiveram sintomas claros de doença na primeira onda e foram contagiados durante o estudo), a proteção seria de 99%.

A pesquisa vai continuar a acompanhar os participantes por 12 meses para explorar quanto tempo a imunidade pode durar, a eficácia das vacinas e até que ponto as pessoas com imunidade são capazes de transportar e transmitir o vírus. 

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