Uma das formas de se avaliar como anda a honestidade de habitantes de um país ou uma cidade é com aquela velha pesquisa "será que devolvem". Na metodologia, se o achados e perdidos tiver um feedback considerável dá pra se medir a idoneidade das pessoas.
Um policial de 29 anos foi julgado e considerado culpado na terça-feira (21) por furtar uma carteira da grife Louis Vuitton no aeroporto de Hong Kong, na China, em fevereiro de 2019. Agora, o jovem terá que cumprir nove meses de prisão, como relata o jornal local The Standard.
De acordo com os documentos do tribunal, uma outra passageira encontrou a carteira perdida no aeroporto, contendo mais de US$ 7.000 em dinheiro e o número de telefone do proprietário. No entanto, ela não conseguiu entrar em contato com o dono naquela hora e, portanto, a levou à central da polícia do aeroporto.
Fung Yik-kwan, que era o policial de plantão, pegou a carteira e analisou, agradecendo a mulher por seu ato honesto. No entanto, o oficial não registrou o item na lista de achados e perdidos, e escondeu o objeto na despensa do escritório.
Porém, seu plano começou a ir pelo ralo. Isso porque a passageira que achou a carteira conseguiu, enfim, entrar em contato com o homem que a perdeu, informando que havia entregado ao policial. No dia seguinte, o dono do objeto foi ao aeroporto para tentar retirar o item, mas ninguém conseguiu encontrar nos registros.
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Os policiais daquele turno entraram em contato com Fung e o pressionaram a explicar o que houve, até que ele revelou onde estava escondida a carteira. A falta do registro e a má-intenção do rapaz lhe renderam uma denúncia e a prisão.
Ao proferir a sentença, o magistrado do Tribunal de Shatin disse que Fung violou a honestidade. Ele explicou que Fung era o único oficial presente no local, mas manteve a carteira para si, traindo a confiança do público, a confiança da mulher que entregou a carteira e de seus colegas. Ele acrescentou que Fung aproveitou sua autoridade e posição para cometer o crime.
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