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CRISE INTERNACIONAL

América Latina convoca reunião emergencial após ataque dos EUA à Venezuela

Chanceler Mauro Vieira participa do encontro virtual enquanto Brasil defende soberania venezuelana e reforça aposta no diálogo multilateral.

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Imagem ilustrativa da notícia América Latina convoca reunião emergencial após ataque dos EUA à Venezuela camera Reunião emergencial da Celac ocorre por videoconferência após ofensiva dos Estados Unidos e aumento das tensões na América Latina e no Caribe. | Ricardo Stuckert/PR

Em momentos de crise internacional, a diplomacia costuma agir nos bastidores, longe dos holofotes, tentando conter danos antes que conflitos se tornem irreversíveis. Na América Latina e no Caribe, onde a memória de intervenções externas ainda ecoa na política e na história, cada movimento ganha peso simbólico e estratégico, sobretudo quando envolve soberania, segurança regional e o frágil equilíbrio entre potências globais.

É nesse contexto que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) realiza, neste domingo (4), uma reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores para discutir a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos, ocorrido no último sábado (3). O encontro, que acontece por videoconferência a partir das 14h, reúne representantes dos 33 países-membros do bloco.

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O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que participa diretamente do Palácio Itamaraty, em Brasília. Com a escalada das tensões na região e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pelo governo norte-americano, o chanceler brasileiro interrompeu as férias para reassumir a condução diplomática do país.

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DEFESA DA INSTITUCIONALIDADE

A realização da reunião emergencial da Celac já vinha sendo articulada desde o sábado, segundo informou a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura da Rocha, após encontros internos do governo brasileiro. Atualmente sob a presidência da Colômbia, comandada por Gustavo Petro, a Celac busca articular uma resposta regional diante do agravamento do cenário político e militar.

Com a retirada de Maduro do poder, o comando da Venezuela passou para a vice-presidente Delcy Rodríguez, que declarou que o país não irá se render aos Estados Unidos. O governo brasileiro confirmou que reconhece Delcy Rodríguez como presidente da Venezuela, reforçando a posição de defesa da institucionalidade venezuelana.

AMÉRICA LATINA "BALCANIZADA"

A crise não é nova na agenda diplomática regional. Em novembro, durante a 4ª Cúpula Celac–União Europeia, realizada em Santa Marta, na Colômbia, o tema já havia dominado as discussões. Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou para uma América Latina “balcanizada e dividida**”, marcada pelo avanço do extremismo político, da desinformação e do crime organizado.

Desde então, o Brasil tem defendido uma saída pacífica e negociada para o impasse. Em encontros e conversas diretas com Donald Trump, Lula se colocou à disposição para mediar o conflito e chegou a pedir, em ligação telefônica no início de dezembro, que os Estados Unidos não atacassem a Venezuela. Para o presidente, a região deve ser preservada como uma "zona de paz".

CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

A ofensiva norte-americana também será tema de debate na segunda-feira (5), quando o Brasil participa de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Venezuela. A posição brasileira será a de reforçar a avaliação de que o ataque representa uma "afronta gravíssima à soberania" do país vizinho.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que os bombardeios e a captura de Maduro "ultrapassam uma linha inaceitável" e criam um precedente perigoso para a ordem internacional, baseada no multilateralismo e no respeito ao direito internacional. Mesmo de férias na Restinga da Marambaia*, no Rio de Janeiro, o presidente acompanha os desdobramentos e avalia antecipar o retorno a Brasília.

No campo da segurança, o ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a fronteira entre Brasil e Venezuela permanece tranquila e aberta, com movimento reduzido. Segundo ele, não há registro de brasileiros entre as vítimas do ataque, que deixou ao menos 40 mortos.

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