Uma cena chocante teve grande repercussão internacionalmente em meio a uma crescente tensão política em Honduras.
A deputada hondurenha Gladys Aurora López, do Partido Nacional, ficou ferida na cabeça e no pescoço após ser atingida por um artefato explosivo na manhã da última quinta-feira (8), em Tegucigalpa. O ataque ocorreu enquanto a parlamentar concedia entrevistas à imprensa em frente ao Palácio Legislativo, sede do Congresso Nacional.
Imagens registradas no local mostram o momento em que López conversava com jornalistas e apoiadores quando um objeto foi arremessado em direção ao grupo. O artefato explodiu próximo à cabeça da deputada, atingindo a região da nuca e provocando chamas e um forte estrondo.
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O atentado ocorreu em meio a um cenário de forte tensão política no país, horas antes da votação de um pedido de recontagem dos votos da eleição presidencial, marcada por denúncias de fraude. O pleito, realizado em 30 de novembro de 2025, terminou com a vitória apertada do direitista Nasry Asfura, também do Partido Nacional, candidato apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a imprensa local, Gladys Aurora López está em condição estável, mas sofreu queimaduras, danos auditivos e há suspeita de fraturas. Outros parlamentares que estavam próximos a ela no momento da explosão tiveram ferimentos leves.
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Lideranças políticas de diferentes partidos condenaram o ataque. O presidente do Congresso Nacional, Luis Redondo, determinou a abertura de uma investigação e afirmou ter solicitado a análise das câmeras internas do Legislativo e das imagens do sistema de segurança da polícia para identificar o responsável pelo lançamento do explosivo.
“Nenhum ato de violência será tolerado dentro do prédio legislativo ou contra qualquer membro do Parlamento”, declarou Redondo.
O presidente eleito Nasry Asfura também se manifestou, pedindo calma em meio à crise política e afirmando que episódios como esse “não podem acontecer”, às vésperas de sua posse, marcada para 27 de janeiro.
Já o chefe da bancada do Partido Nacional, Tomás Zambrano, afirmou que parlamentares que até recentemente faziam oposição ao antigo governo de esquerda vinham sendo alvo de ataques. Ele cobrou maior atuação das Forças Armadas e da Polícia Nacional para garantir a segurança no Congresso, classificou o atual cenário como um dos mais críticos da história recente de Honduras e defendeu que o atentado não fique impune.
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