Em pronunciamento feito neste domingo (15), o papa Leão XIV deu fortes declarações sobre o conflito armado que envolvem o Irã, o Iraque e os Estados Unidos.
O líder da Igreja Católica pediu o fim imediato dos confrontos que já levaram à morte de cerca de 2 mil pessoas de 12 países. Além disso, o pontífice condenou o uso de argumentos religiosos para justificar a violência armada.
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O papa Leão XIV fez um pronunciamento na Praça de São Pedro, no Vaticano, durante a oração do Angelu. O papa reuniu milhares de fiéis na praça e destacou que a situação afeta não apenas combatentes, mas principalmente civis.
Segundo ele, a guerra causou sofrimento intenso à população da região. Além disso, o líder católico afirmou que os confrontos já completaram duas semanas de violência contínua.
Por isso, ele fez um apelo em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todas as pessoas que buscam a paz. Segundo o pontífice, a continuidade do conflito não trará estabilidade para a região.
Balanço de mortes e deslocamentos
O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, quando os Estados Unidos e Israel atacaram o território iraniano. Isso aconteceu após o fracasso de negociações sobre o programa nuclear do Irã.
Como resultado, Teerã respondeu com bombardeios contra bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio, o que escalou as tensões de forma dramática. Além disso, a situação humanitária se agravou de forma significativa.
No Líbano, país que já enfrentava uma crise política e econômica grave, a situação piorou ainda mais. Isso ocorreu porque a milícia Hezbollah, aliada do Irã, lançou mísseis contra Israel na semana passada em resposta aos ataques americanos e israelenses.
Impacto no Líbano
O Ministério da Saúde libanês divulgou dados que mostram o tamanho da tragédia humanitária no país. Segundo o órgão, pelo menos 634 pessoas morreram nos últimos dias, entre elas 91 crianças.
Além disso, mais de 810 mil pessoas foram deslocadas de suas casas por causa dos bombardeios. Portanto, a crise humanitária no Líbano alcançou proporções alarmantes.
O papa Leão XIV manifestou preocupação específica com a situação libanesa. Por isso, ele pediu que caminhos de diálogo sejam estabelecidos para apoiar as autoridades locais.
Segundo o pontífice, apenas soluções duradouras podem garantir o bem comum de todo o povo libanês. Ademais, ele destacou que iniciativas diplomáticas são fundamentais para proteger a população civil.
Crítica ao uso da religião para justificar violência
No mesmo dia, durante uma visita a uma paróquia em Roma, o papa voltou a abordar o tema da guerra. Nessa ocasião, ele afirmou que confrontos armados jamais resolvem problemas entre nações.
Além disso, o pontífice criticou com veemência aqueles que invocam o nome de Deus para justificar assassinatos. Segundo Leão XIV, usar argumentos religiosos para legitimar a violência representa uma distorção da fé.
Por isso, ele enfatizou que Deus não pode ser usado para justificar escolhas de morte. O papa também destacou que:
- A guerra nunca é solução para disputas entre países;
- O diálogo incessante pela paz deve substituir os confrontos armados;
- Deus traz luz, esperança e paz, e não pode ser associado às trevas da violência.
O pontífice se mostrou emocionado ao falar sobre o sofrimento da população civil. Portanto, ele reforçou que todas as pessoas de boa vontade devem trabalhar pela paz.
Além disso, destacou que os cristãos do Oriente Médio merecem viver em segurança e dignidade.
Chamado à responsabilidade
O papa Leão XIV deixou claro que os responsáveis pelo conflito têm obrigação de encerrar a violência. Dessa forma, ele apelou para que líderes políticos e militares assumam a responsabilidade de proteger vidas inocentes.
Segundo o pontífice, apenas o cessar-fogo pode abrir caminho para negociações que tragam paz duradoura à região.
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Por isso, muitos analistas consideram que a voz da Igreja Católica pode influenciar a opinião pública internacional. Contudo, ainda não há sinais de que as partes envolvidas estejam dispostas a negociar um fim para os confrontos.
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