Um vídeo repercutiu na imprensa argentina e vem chamando a atenção nas redes sociais. Nas imagens, o pai de Agostina Pérez, ré por injúria racial, aparece imitando um macaco em um bar.
Após as imagens, a imprensa argentina classificou o episódio de "escândalo sem fim". Mariano Páez negou ter feito gesto racista e disse que as imagens foram manipuladas por inteligência artificial. A namorada dele justifcou o ato como sendo 'efeito do álcool'.
Entenda
A versão impressa de um jornais mais aclamados da Argentina, Clarín, estampou na capa: "Provocação de um pai que nunca aprende".No texto, o jornal relata a história do vídeo do pai de Agostina Páez, Mariano Páez, imitando um macaco em um bar.
O Clarín destacou ainda que o gesto “nunca deixou de existir”. O veículo relembrou casos de racismo enfrentados por Vini Jr. na Espanha, incluindo um episódio recente em que o jogador brasileiro acusou o argentino Gianluca Prestianni de tê-lo chamado de “macaco”.
A publicação também mencionou outra situação envolvendo racismo: no reality show Gran Hermano, versão argentina do Big Brother, uma participante foi expulsa após fazer comentários racistas contra uma colega negra.
Racismo e provocação: um escândalo sem fim”, destacou o La Nación em sua manchete. O vídeo de Mariano Páez ganhou a capa da edição impressa do jornal, que classificou o episódio como um “capítulo doloroso”.
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Na versão digital, o veículo reforçou a gravidade do caso, afirmando que o gesto foi interpretado “pelo processo judicial, pela imprensa e pela política brasileira como uma ofensa deliberada”.
Já o Página 12 descreveu o caso como um “escândalo internacional” que “não tem fim”. O jornal também relatou que Stefany Budán, namorada de Mariano Páez, saiu em defesa dele diante das acusações de racismo, alegando que o jovem estaria sob efeito de álcool.
Relembre o caso
Agostina Páez, de 29 anos, foi flagrada proferindo ofensas racistas ao deixar um bar no dia 14 de março. Segundo relato da vítima, que trabalha no local, a argentina teria apontado o dedo em sua direção e utilizado o termo “negro” de forma pejorativa e discriminatória.
A confusão começou após ela questionar um suposto erro na cobrança da conta. Diante da situação, o gerente solicitou que Agostina aguardasse enquanto verificava as imagens das câmeras de segurança para confirmar o consumo.
Durante esse intervalo, a mulher passou a dirigir xingamentos e ofensas de cunho racial contra um dos funcionários do estabelecimento.
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