Em meio às transformações tecnológicas que vêm redefinindo a mobilidade urbana nas grandes cidades, a fiscalização de trânsito também atravessa um processo silencioso de modernização. Com o avanço de sistemas automatizados e o uso de inteligência artificial, autoridades passam a apostar em soluções capazes de monitorar condutas com mais precisão, alterando não apenas a dinâmica das vias, mas também o comportamento dos motoristas.
Uma mudança recente no sistema de fiscalização viária europeu introduziu o uso de radares de trânsito capazes de identificar motoristas que viajam sozinhos em determinadas faixas exclusivas. A medida foi implementada pela Direção-Geral de Tráfego, especialmente em vias movimentadas como a Autovía A-2, onde regras específicas de circulação são aplicadas.
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O novo sistema utiliza câmeras inteligentes com tecnologia de reconhecimento de imagem, que analisam o interior dos veículos. Com isso, o equipamento verifica o número de ocupantes e registra automaticamente infrações, sem necessidade de abordagem policial.
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FUNCIONAMENTO NAS FAIXAS EXCLUSIVAS
O modelo de radar foi desenvolvido para atuar principalmente nas faixas BUS-VAO, destinadas a ônibus e veículos com mais de um ocupante. Nessas vias, motoristas que trafegam sozinhos são identificados pelo sistema e, consequentemente, autuados.
A infração é registrada de forma automática, o que amplia a eficiência da fiscalização. A multa pode chegar a 200 euros, conforme as normas estabelecidas pela autoridade de trânsito espanhola.
MOBILIDADE URBANA E OBJETIVOS DAS FAIXAS BUS-VAO
As faixas BUS-VAO fazem parte de uma estratégia de mobilidade urbana que busca reorganizar o fluxo de veículos e reduzir a pressão sobre os grandes centros urbanos. Essas pistas são destinadas a veículos com ocupação mínima, incentivando o uso compartilhado e o transporte coletivo.
Entre os principais objetivos dessas faixas estão a redução de congestionamentos em horários de pico, a diminuição da emissão de gases poluentes, o estímulo ao uso compartilhado de veículos e a priorização do transporte público. A fiscalização eletrônica garante que essas regras sejam cumpridas de forma contínua.
PENALIDADES E FISCALIZAÇÃO AUTOMATIZADA
O uso indevido das faixas exclusivas é considerado infração relevante pelas autoridades. As penalidades são aplicadas automaticamente pelos sistemas de monitoramento, incluindo multa de até 200 euros, registro eletrônico da irregularidade e fiscalização permanente em vias de grande circulação.
Esse modelo aumenta a eficiência do controle e reduz a necessidade de intervenção direta de agentes de trânsito, consolidando uma tendência de automação no setor.
BRASIL AINDA EM FASE DE ADAPTAÇÃO
No Brasil, os radares de trânsito ainda são utilizados principalmente para controle de velocidade e avanço de sinal. Embora o país já conte com sistemas de monitoramento em tempo real e câmeras inteligentes, tecnologias capazes de identificar o número de ocupantes nos veículos ainda não são amplamente utilizadas.
A adoção desse tipo de sistema depende de ajustes na legislação e de investimentos em infraestrutura, o que indica um caminho ainda em construção.
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