Lindsay Clancy, ex-enfermeira obstétrica de 36 anos, é acusada de matar os três filhos, Callan, Dawson e Cora, em janeiro de 2023, na casa da família, em Duxbury, Massachusetts, nos Estados Unidos. As crianças, de 8 meses, 3 e 5 anos, foram encontradas pelo pai, Patrick Clancy, no porão da residência.
Segundo a acusação, Lindsay teria enviado o marido para comprar comida e ir a uma farmácia antes de estrangular os filhos com faixas elásticas de exercício. Depois, ela pulou da janela do segundo andar e ficou paraplégica.
Durante o julgamento, na última quinta-feira (13), dados extraídos do celular de Lindsay Clancy revelaram que, nas semanas anteriores ao crime, ela realizou pesquisas na internet sobre alucinações, psicose e efeitos colaterais dos medicamentos que utilizava. As informações foram apresentadas ao júri durante a análise do aparelho da acusada.
No fim de dezembro de 2022, também pesquisou sobre métodos de suicídio, transtorno bipolar e insônia. Em janeiro, as buscas passaram a incluir informações sobre depressão pós-parto.
A defesa sustenta que Lindsay sofria de transtorno bipolar e psicose pós-parto e que, no momento dos crimes, acreditava ouvir vozes que ordenavam que matasse os filhos e a si mesma. Um psiquiatra forense a diagnosticou com as duas condições após as mortes.
Os advogados também afirmam que ela buscou ajuda antes da tragédia, passando por diferentes profissionais de saúde mental, utilizando medicamentos prescritos, procurando atendimento de emergência e chegando a se internar voluntariamente em uma clínica psiquiátrica.
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A promotoria, porém, defende que houve premeditação e afirma que Lindsay teve acesso a serviços de saúde mental, mas interrompeu alguns medicamentos por conta própria. Profissionais que a atenderam disseram que ela relatou pensamentos suicidas, mas não apresentou um plano concreto para ferir a si mesma ou os filhos nem sinais claros de psicose ou mania.
Lindsay se declarou inocente. Se for condenada por assassinato, poderá receber prisão perpétua sem direito à liberdade condicional. Caso seja considerada não responsável criminalmente devido a uma doença mental, poderá ser internada em uma instituição psiquiátrica estadual.
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