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AQUECIMENTO GLOBAL

El Niño faz oceanos baterem novo recorde de calor

Temperatura média dos oceanos chegou a 21,1°C em agosto e superou a marca de 2024; previsão aponta para um El Niño potencialmente histórico

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Imagem ilustrativa da notícia El Niño faz oceanos baterem novo recorde de calor camera Previsão da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indica até 95% de chance de um El Niño muito intenso nos próximos meses de 2026 e no início de 2027. | Reprodução/Magnific

O avanço do El Niño em 2026 já provocou um novo recorde na temperatura dos oceanos. Segundo dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus confirmado neste sábado (22/08), a média diária da temperatura da superfície do mar entre as latitudes 60°S e 60°N chegou a 21,1°C, acima dos 21,09°C registrados em 2024.

Para os especialistas, o resultado chama atenção também pelo período em que ocorreu. Isso porque as temperaturas globais dos oceanos costumam atingir os maiores níveis entre março e abril, durante o verão austral. Porém, desta vez, a marca histórica foi registrada em agosto, um dos meses centrais do inverno no Hemisfério Sul.

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De acordo com os dados do Copernicus, a temperatura de 2024 está na faixa amarela, a de 2025, na laranja, e a de 2026, na vermelha, indicando o avanço do aquecimento. Já a média dos anos anteriores, entre 1979 e 2023, aparece na faixa cinza. Ainda segundo o programa, o novo recorde também supera o registrado em 2023, quando a temperatura chegou a 20,98°C.

“Este recorde é mais um sinal claro de um oceano sob crescente pressão. O El Niño está adicionando calor ao sistema, mas está fazendo isso além de décadas de aquecimento causado pela ação humana. À medida que as temperaturas oceânicas continuam a subir, os riscos para os ecossistemas marinhos e as comunidades costeiras também aumentam”, disse Samantha Burgess, Líder Estratégica para o Clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), em comunicado.

Burgess também afirmou que os efeitos desse processo já podem ser observados. Desde o início da década de 1990, o número de dias de ondas de calor marinhas em todo o mundo mais que triplicou, aumentando a pressão sobre os ecossistemas marinhos e sobre as comunidades que dependem deles.

El Niño pode ganhar força

O cenário atual pode se intensificar ainda mais nos próximos meses. De acordo com divulgação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) feita neste mês de agosto, uma previsão da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indica até 95% de chance de um El Niño muito intenso nos próximos meses de 2026 e no início de 2027.

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As projeções da NOAA apontam ainda 69% de probabilidade de que a intensidade do fenômeno seja a maior registrada desde 1950. A possibilidade está relacionada ao atual aquecimento das águas do Oceano Pacífico, onde o El Niño se forma.

Com isso, as águas do Pacífico podem atingir temperaturas iguais ou superiores a 2,5°C acima do padrão nos trimestres setembro-outubro-novembro (SON), outubro-novembro-dezembro (OND) e novembro-dezembro-janeiro (NDJ), cenário que reforça a preocupação com a continuidade do aquecimento dos oceanos.

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