A Electrolux iniciou uma ampla reestruturação mundial que prevê o fechamento de fábricas, mudanças na produção de eletrodomésticos e a demissão de aproximadamente 3 mil funcionários nos próximos três anos. A fabricante sueca também decidiu interromper a produção de geladeiras em uma unidade nos Estados Unidos e enfrenta negociações com sindicatos em países europeus.
A companhia afirma que o plano busca reduzir custos e tornar sua estrutura industrial mais competitiva. A previsão é de uma economia de aproximadamente 1,4 bilhão de coroas suecas no terceiro ano do programa.
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FÁBRICA NO CHILE JÁ FOI FECHADA
Uma das primeiras medidas ocorreu em Santiago, no Chile, onde a Electrolux encerrou definitivamente uma fábrica no fim de abril de 2026.
Cerca de 400 funcionários trabalhavam na unidade, que deixou de fabricar eletrodomésticos após a empresa avaliar que os custos da operação não eram competitivos.
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Apesar do fechamento da fábrica, a Electrolux continua atuando no mercado chileno. Os produtos vendidos no país passarão a ser abastecidos por outras unidades da multinacional e também por fornecedores externos.
UNIDADE NA HUNGRIA SERÁ FECHADA
Outra fábrica que está com os dias contados fica em Jászberény, na Hungria. A Electrolux confirmou que a produção será encerrada até o final de 2026. A unidade emprega aproximadamente 600 trabalhadores e fabrica geladeiras embutidas e modelos independentes.
Segundo a empresa, a decisão está relacionada à demanda estagnada, à pressão sobre os preços e à dificuldade de manter custos competitivos.
A estratégia prevê que a demanda por refrigeradores seja atendida por outras fábricas do grupo e por fornecedores externos. A Electrolux também avalia alternativas para o terreno de aproximadamente 47,5 hectares onde funciona a unidade, incluindo a possibilidade de venda.
PRODUÇÃO DE GELADEIRAS ACABA NOS EUA
Nos Estados Unidos, a reestruturação terá outro formato. A Electrolux decidiu encerrar a produção de geladeiras e freezers na fábrica de Anderson, na Carolina do Sul. A fabricação desses produtos deveria terminar até julho de 2026.
A unidade, porém, não será simplesmente fechada. A empresa firmou uma parceria com a chinesa Midea para transformar a operação.
O complexo industrial passará a produzir equipamentos para lavanderia, como máquinas de lavar e secadoras. A nova atividade está prevista para começar no primeiro semestre de 2027.
ATÉ 1.500 TRABALHADORES SERÃO AFETADOS
A mudança na fábrica de Anderson deverá afetar aproximadamente 1.500 funcionários ao longo de 2026, segundo a Electrolux. Parte dos custos do processo está relacionada aos desligamentos.
Ao mesmo tempo, a nova operação pretende contratar gradualmente até 1.200 trabalhadores entre 2027 e 2028.
Por isso, a unidade americana representa uma mudança no perfil da produção, e não necessariamente o encerramento definitivo do complexo.
ELECTROLUX PREVÊ CORTE LÍQUIDO DE 3 MIL POSTOS
A reorganização das fábricas faz parte de um programa global mais amplo de redução de despesas. A Electrolux informou que pretende diminuir seu quadro mundial em aproximadamente 3 mil trabalhadores líquidos ao longo de três anos.
O número não significa necessariamente que 3 mil pessoas serão demitidas simultaneamente. A redução pode ocorrer por meio de desligamentos, encerramento de contratos, não reposição de vagas e outras alterações na estrutura da companhia.
Em 2025, a multinacional tinha aproximadamente 39 mil funcionários em todo o mundo.
ITÁLIA CONCENTRA NOVA DISPUTA COM SINDICATOS
A reestruturação também provocou tensão na Itália. Sindicatos afirmam que a Electrolux mantém um plano que considera cerca de 1.450 postos de trabalho excedentes no país. Inicialmente, a proposta envolvia 1.719 trabalhadores, mas o número foi reduzido durante as negociações.
Além disso, 135 contratos temporários não deverão ser renovados. Outros 91 contratos por prazo determinado já haviam terminado sem renovação. Segundo as entidades sindicais, o número de funcionários permanentes caiu de 4.279 em abril para 4.200 em agosto.
Os 1.450 postos italianos, porém, não devem ser simplesmente somados aos 3 mil trabalhadores de redução líquida anunciados globalmente, já que fazem parte do processo internacional de reorganização da empresa.
OUTRA FÁBRICA ITALIANA PODE FECHAR
A Electrolux também mantém no plano industrial o encerramento da fábrica de Cerreto d'Esi, na Itália.
A unidade emprega aproximadamente 170 pessoas e produz coifas. Os sindicatos tentam impedir o fechamento e defendem a continuidade da atividade industrial na região. A possibilidade de encerramento provocou uma greve nacional nas operações italianas da Electrolux na última terça-feira (15).
As negociações entre empresa, sindicatos e governo ainda podem alterar o destino da unidade.
PRODUÇÃO SERÁ CONCENTRADA
As decisões tomadas pela Electrolux indicam uma mudança significativa na distribuição de sua produção industrial.
A empresa já fechou a fábrica do Chile, prepara o encerramento da unidade da Hungria, retirou a fabricação de refrigeradores da planta de Anderson e mantém uma proposta de fechamento de uma unidade na Itália.
Ao mesmo tempo, a multinacional pretende reduzir seu quadro global em aproximadamente 3 mil funcionários líquidos nos próximos três anos e concentrar a fabricação em unidades e parcerias consideradas mais competitivas.
A Electrolux, porém, continua operando em diferentes mercados e afirma que o objetivo da reestruturação é adequar a estrutura industrial à demanda e reduzir custos.
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