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Rússia testa míssil nuclear intercontinental lançado por submarino

Projétil percorreu cerca de 8,3 mil quilômetros durante o teste, realizado em meio ao aumento das tensões entre Moscou e países europeus.

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Imagem ilustrativa da notícia Rússia testa míssil nuclear intercontinental lançado por submarino camera O governo russo não informou se o projétil transportava uma ogiva nuclear durante o teste. | Ministério da Defesa da Rússia via CSIS

A Rússia realizou um teste com um míssil balístico intercontinental capaz de transportar ogivas nucleares. O lançamento aconteceu na quarta-feira (28/10), a partir de um submarino nuclear que estava no mar de Okhotsk, no extremo leste do território russo.

Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, o míssil utilizado foi o RSM-56 Bulava, que percorreu aproximadamente 8,3 mil quilômetros até atingir uma área de testes na região de Arkhangelsk, no noroeste do país.

Em comunicado, a pasta informou que o lançamento fazia parte do treinamento militar e serviu para demonstrar a capacidade operacional do submarino e de seu armamento.

O governo russo não informou se o projétil transportava uma ogiva nuclear durante o teste. Em exercícios desse tipo, geralmente são utilizadas cargas de teste, sem explosivos nucleares.

Veja o vídeo:

Como funciona o míssil Bulava?

O Bulava é um míssil balístico desenvolvido para ser lançado de submarinos nucleares. Sua principal característica é o longo alcance, que permite atingir alvos a milhares de quilômetros de distância.

O armamento pode transportar ogivas nucleares múltiplas, capazes de atingir diferentes alvos. O submarino Generalissimo Suvorov, utilizado no exercício, pertence à classe Borei e pode carregar até 16 mísseis desse modelo.

Por ter capacidade nuclear e alcance intercontinental, o Bulava faz parte da estrutura de dissuasão militar da Rússia. Esse tipo de armamento é utilizado para desencorajar ataques de outros países diante da possibilidade de uma resposta de grande escala.

Teste acontece em meio a tensões com a Europa

O lançamento ocorreu em um momento de relações tensas entre a Rússia e países europeus, principalmente por causa da guerra na Ucrânia e das preocupações com a segurança do continente.

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que reúne países da América do Norte e da Europa, tem reforçado suas capacidades de defesa diante do que considera uma ameaça representada por Moscou.

O teste russo também ocorre em um cenário de preocupação internacional com a possibilidade de ampliação de conflitos no Oriente Médio, especialmente diante dos desdobramentos da guerra envolvendo o Irã.

França também testou míssil com capacidade nuclear

A Rússia não foi o único país a realizar testes com armamentos estratégicos recentemente. No início de outubro, a França testou o míssil balístico M51.3, que também pode transportar ogivas nucleares.

Na semana passada, a Dinamarca anunciou a compra de mísseis de precisão de longo alcance. Segundo o governo dinamarquês, a aquisição faz parte dos esforços para fortalecer a defesa do país diante da deterioração do cenário de segurança na Europa.

A sequência de anúncios e testes militares ocorre em um período de preocupação com a segurança internacional, no qual potências e integrantes de alianças militares vêm reforçando seus arsenais e suas capacidades de defesa.

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