O Hotel Intercontinental voltou à sua rotina normal de trabalho neste domingo. A assessoria de imprensa do hotel, afirma que "a rapidez e eficiência da ação da Polícia Militar e das autoridades de Segurança Pública na solução do caso, sem ameaça à integridade física de hóspedes e funcionários". No sábado, o estabelecimento foi invadido por um grupo armado que fez 35 reféns, entre hóspedes e funcionários em suas dependências. A Polícia Militar reforçou o policiamento neste domingo nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na zona sul da cidade, após o intenso tiroteio que levou pânico e morte às ruas de São Conrado, na manhã de sábado. De acordo com informações do 23º BPM (Leblon), a situação é tranquila nas áreas e o patrulhamento continuará nas comunidades. A presença dos PMs deu mais segurança aos 19 mil atletas que participaram, pela manhã, da Meia Maratona do Rio (que teve a largada do bairro e seguiu até o Aterro do Flamengo) e também ao público que foi conferir a prova, que parecia tentar esquecer o pesadelo vivido no dia anterior. Os criminosos invadiram o estabelecimento quando fugiam da polícia. Na troca de tiros entre PMs e os traficantes, Adriana Duarte de Oliveira, 41 anos, morreu e sete pessoas ficaram feridas. De acordo com a PM, a mulher trabalhava para o tráfico de drogas e já havia um mandado de prisão expedido contra ela. Para o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, o ataque, que ganhou repercussão mundial, não foi novidade: "Essa imagem, o Rio passa para o mundo há muito tempo. Isso não é novo para o carioca. Nos próximos anos teremos um Rio bem melhor. Mas quem achar que isso vai se reverter num piscar de olhos, é um mentiroso". Entenda o caso Por volta das 8h deste sábado, um grupo de traficantes entrou em confronto com a Polícia Militar nas proximidades da favela da Rocinha. Dez criminosos fugiram e invadiram o Hotel Intercontinental, no bairro de São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro. Na troca de tiros, morreu Adriana Duarte de Oliveira dos Santos, 41 anos. Segundo a PM, a mulher fazia parte do grupo e havia mandado de prisão temporária expedido contra ela desde fevereiro. Sete pessoas ficaram feridas, mas quatro já receberam alta. Os traficantes fizeram 35 reféns, entre hóspedes e funcionários, na cozinha do estabelecimento. Depois de quase duas horas de negociação com o Bope, o grupo se entregou. Com eles, foram apreendidos oito fuzis, cinco pistolas, munição, granadas e rádios. (Terra)
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