O filho da iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento, teme que a sentença seja executada depois do fim do Ramadã, o mês sagrado de jejum dos muçulmanos, que terminará em 10 de setembro, indicou durante uma conversa telefônica com o escritor francês Bernard Henri Levy na presença da imprensa.
"O mês do Ramadã está por terminar e, segundo a lei islâmica, as execuções podem ser retomadas", afirmou Sajjad Mohammadi Ashtiani, de 22 anos, que disse estar sem notícias da mãe desde a suposta confissão exibida pela televisão iraniana em 11 de agosto.
"As visitas semanais estão proibidas", afirmou o filho mais velho de Sakineh, que tem uma irmã mais nova.
Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, sentenciada à morte por apedrejamento por adultério e assassinato, também foi condenada há alguns dias a 99 chicotadas.
Uma ampla campanha internacional foi realizada para evitar sua execução, suspensa no momento. Bernard Henri Levy lançou um abaixo-assinado que arrecadou mais de 50 mil assinaturas, segundo o site laregledujeu.org
Na semana passada, Sajjad pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que ofereceu publicamente asilo a Sakineh Ashtiani - que continue insistindo ante o governo do Irã para salvar sua mãe. (eBAND)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar