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Governo estuda chamar pastor extremista

O governo dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de apelar diretamente para o pastor da Flórida Terry Jones a fim de que ele desista de seus planos de queimar exemplares do Alcorão. O fato foi revelado hoje por Geoff Morrell, um porta-voz do

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O governo dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de apelar diretamente para o pastor da Flórida Terry Jones a fim de que ele desista de seus planos de queimar exemplares do Alcorão. O fato foi revelado hoje por Geoff Morrell, um porta-voz do Pentágono. Ele afirmou que a possibilidade de ser feito esse contato "está sob discussão na administração", mas não há decisão sobre o tema.

O pastor disse que pode mudar de ideia sobre sua intenção de queimar exemplares do Alcorão caso a Casa Branca peça, informou hoje, em seu site, o jornal USA Today. Segundo Jones, nem a Casa Branca, nem o Departamento de Estado ou o Pentágono o contataram para tratar do tema. Caso isso ocorra, "isso nos levaria sem dúvida a pensar. Isso é o que estamos fazendo agora. Eu não acho que um pedido vindo deles (autoridades) seja algo para se ignorar", afirmou.

Jones ganhou fama internacional ao dizer que pretendia queimar exemplares do livro sagrado muçulmano para marcar mais um ano dos atentados de 11 de setembro de 2001. Ontem, ele disse que até aquele momento "não estava convencido de que recuar é a coisa certa". O pastor evangélico está à frente da Dove World Outreach Center, igreja com cerca de 50 seguidores na cidade de Gainesville, de 125 mil habitantes.

Em entrevista hoje à emissora ABC, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou a iniciativa e disse que, caso ela se concretize, será usada como argumento para a rede fundamentalista Al-Qaeda recrutar novos membros.

Wayne Sapp, um pastor associado da igreja, disse ao USA Today que a igreja ainda pode cancelar o ato. Ele comparou o caso ao sacrifício que Deus pediu a Abraão de seu filho Isaac para testar sua fé. No momento do sacrifício, porém, Abraão foi impedido de matar o filho pela divindade.

Sapp disse que "Deus está nos guiando até este momento". "Deus não disse a ele (Abraão): 'Vá até o ponto em que você pode sacrificá-lo'. Ele o queria totalmente comprometido. Nós estamos preparados para fazer o que formos convocados para fazer", afirmou o pastor assistente.

Na mesma entrevista ao diário norte-americano, Jones afirmou que não estava preparando esse ato por publicidade. "Eu não colocaria minha vida em risco apenas por publicidade. Quando nós decidimos isso, não tínhamos ideia de quanta atenção, quanta publicidade teria." Com informações da Dow Jones.

(Agência Estado)

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