A lama tóxica que vazou do reservatório de uma fábrica de alumínio na Hungria atingiu ontem (07) o Danúbio, colocando em alerta autoridades dos países cortados pelo segundo maior rio europeu.
O vazamento, ocorrido na última segunda-feira na cidade de Ajka, formou uma enxurrada que passou por três cidades e por pequenos rios que deságuam em afluentes do Danúbio, deixando um rastro vermelho, quatro mortos e 120 feridos.
Segundo o porta-voz da agência de resgate húngara, Tibor Dobson, a lama chegou ao braço ocidental do rio ontem pela manhã, e atingiu seu curso principal por volta do meio-dia (7h em Brasília).
Ele afirmou que o pH da lama foi reduzido ao ponto de que pode não causar problemas ambientais mais graves. O material inicialmente testado tinha nível de pH 13 e, agora, 10.
O nível de pH neutro para água é 7, com leituras consideradas normais variando de 6.5 a 8.5. Cada nível de pH é 10 vezes superior ao nível anterior, o que significa que um pH 13 é mil vezes mais alcalino do que um pH 10.
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) disse à Folha de S. Paulo que o pH do lodo é alto porque, para a extração do alumínio, a bauxita é tratada com soda cáustica, e a lama -lixo industrial resultante desse processo- “tem altíssimo teor de alcalinidade”.
Embora ainda não existam sinais de mortes de peixes no Danúbio, a vida no rio Marcal -o primeiro a ser atingido pela lama e um integrante da mesma bacia hidrográfica- “tem sido extinta”, disse Dobson. (Folhapress)
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