O Parlamento português aprovou em definitivo nesta sexta-feira (26) o orçamento de austeridade para 2011, que deve permitir ao país reduzir drasticamente o déficit, mas os cortes podem ser insuficientes para afastar os riscos de um cenário parecido com Grécia ou Irlanda.
"Este orçamento inclui medidas muito difíceis e exigentes para todos os portugueses. Mas não há outra alternativa para tirar Portugal do centro de uma crise financeira de grandes dimensões", declarou o primeiro-ministro português José Sócrates.
O orçamento de 2011, que busca reduzir o déficit de 7,3% do PIB (Produto Interno Bruto) previsto este ano para 4,6% no fim de 2011, foi aprovado com os votos dos socialistas que governam o Estado, mas que são minoria no Parlamento, e a abstenção da oposição de centro-direita, segundo um acordo fechado em outubro.
No entanto, a aprovação do orçamento não foi suficiente para tranquilizar os mercados, convencidos de que Portugal será o próximo país da Eurozona a pedir um resgate financeiro, depois de Irlanda e Grécia.
"O voto do Parlamento não mudará nada", opinou o analista Filipe Silva, do Banco Carregosa.
"Portugal depende mais de fatores como a situação da Irlanda, Espanha ou de declarações de dirigentes europeus e nacionais". (eBand)
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