O juiz de primeira instância do tribunal Westminster, em Londres (Reino Unido), rejeitou o pedido de fiança e decidiu manter sob custódia da polícia britânica o criador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange.
Segundo o jornal “The Guardian”, o jornalista John Pilger, o cinegrafista Ken Loach e a socialite Jemima Khan ofereceram até 20 mil libras para pagar a fiança , mas o juiz Howard Riddle rejeitou a proposta.
Ele alegou ter "motivos substanciais" para acreditar que Assange não compareceria às próximas audiências e que o caso é muito sério para que o jornalista seja libertado.
Prisão
Julian Assange, 39 anos, foi preso em virtude de um mandado europeu e depois de se apresentar à polícia às 9h30 (7h30 de Brasília). Ele deve comparecer nas próximas horas no tribunal de primeira instância de Westminster.
A polícia acrescentou que Assange recebeu das autoridades suecas uma acusação de coerção ilegal, duas acusações de assédio sexual e uma de estupro, todas elas supostamente cometidas em 20 de agosto.
Polêmica
O WikiLeaks vem se notabilizando pela divulgação de documentos sigilosos do governo norte-americano, especialmente sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão. A primeira grande revelação do site foi um vídeo em que militares executam oito civis em Bagdá, incluindo um repórter da agência internacional Reuters.
Recentemente, o site também passou a divulgar telegramas enviados pela diplomacia norte-americana em vários pontos do mundo, inclusive no Brasil. Assange informou que o WikiLeaks possui mais de 250 mil documentos diplomáticos. (eBand)
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