Os portugueses comparecem às urnas neste domingo para eleger o novo presidente, em uma votação na qual o atual chefe de Estado, Anibal Cavaco Silva, um economista de centro-direita, é o grande favorito em um contexto de grave crise financeira.
No total, 9,6 milhões de eleitores estão registrados para votar entre 8H00 (6H00 de Brasília) e 19H00 (17H00 de Brasília). As primeiras estimativas devem ser divulgadas uma hora mais tarde, em virtude do fuso horário do arquipélago de Açores, que tem uma hora a menos que o restante do país.
Seis candidatos disputam a eleição, mas as pesquisas apontam que a votação pode ser decidida já no primeiro turno em favor de Cavaco Silva, do PSD (Partido Social Democrata).
O principal rival de Cavaco Silva, economista de 71 anos que tem entre 57% e 60% das intenções de voto segundo as pesquisas, é o poeta Manuel Alegre, apoiado pelo Partido Socialista e o Bloco de Esquerda. Mas o candidato de oposição tem apenas entre 20% e 27% das intenções de voto.
Em 2006, Cavaco Silva - que durante 10 anos foi primeiro-ministro (1985-1995) - venceu a disputa no primeiro turno com 50,5% dos votos, superando Manuel Alegre (20,7%) e o ex-presidente socialista Mario Soares (14,3%).
O presidente da República, figura muito respeitada em Portugal, é uma autoridade moral importante, mas seus poderes executivos são limitados, apesar de ter o direito de dissolver o Parlamento.
Mas os portugueses, preocupados com o crescente desemprego e a pobreza, assim como com os três planos de austeridade adotados no último ano, estão pouco interessados na eleição, que tem como única dúvida, segundo os analistas, o nível de abstenção, que pode ser recorde.
(eBand)
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