Foram 18 dias de revolta popular até a queda do ditador que ficou 30 anos no poder. A data histórica no Egito está sendo comemorada em diversos locais do mundo.
As duas últimas semanas foram de protestos nas ruas e confrontos com a polícia. Mas o movimento contra a ditadura de Hosni Mubarak começou há um ano. A oposição, sindicatos, grupos estudantis se organizaram pela internet para acabar com o regime que havia nascido em 1981. Naquele ano, Mubarak era vice e subiu ao poder depois que o então presidente morreu num atentado. Ele instaurou a ditadura através de uma lei de emergência que restringia a liberdade civil.
A onda de protestos no Egito explodiu uma semana depois da queda do governo da Tunísia, que provocou uma onda de manifestações contra regimes autoritários no Oriente Médio.
Mas foi no Egito, país de importância geopolítica crucial para a região, que os protestos ganharam mais força. A festa de hoje nas ruas do Cairo se espalhou também por capitais da Europa e nos Estados Unidos. Já Israel espera que o fim do governo não gere mudanças nas relações entre os dois países. Mubarak e o rei da Jordânia foram os únicos líderes árabes que reconheceram o estado israelense.
Agora há pouco, o presidente americano Barack Obama disse que os egípcios mudaram o país e fazendo isso, mudaram o mundo. (eBAND)
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