Forças de segurança do Bahrein mataram a tiros hoje um manifestante xiita nas proximidades de um hospital em Manama, onde o corpo de um outro manifestante, morto no dia anterior, era mantido, disse um membro da oposição à agência France Presse. O parlamentar xiita Khalil al-Marzooq afirmou, por telefone, que o homem morto hoje é Fadel Salman Matrouk. Segundo o deputado, Matrouk foi atingido perto do Hospital Suleimaneya, "onde as pessoas estavam reunidas para o funeral do primeiro mártir".
O primeiro morto foi identificado como Msheyman Ali, ferido quando a polícia do Bahrein dispersava a multidão durante um protesto, ontem, contra o governo em uma vila a leste de Manama. Ali acabou morrendo no hospital, funcionários disseram posteriormente.
Ocorreram ontem os primeiros grandes protestos no Bahrein contra a monarquia. São registrados no país insular do Golfo Pérsico manifestações em apoio aos egípcios e tunisianos e por mais liberdades e direitos civis, além de melhorias econômicas. A maioria da população, muçulmana xiita (70%), sente-se discriminada pela minoria sunita que governa o pequeno país. Além da morte registrada ontem, 25 pessoas ficaram feridas durante os protestos desta segunda-feira.
As autoridades prometeram reduzir os controles do Estado sobre os meios de comunicação. Na semana passada, o rei Hamad bin Isa Al Khalifa concedeu a cada família do país o equivalente a US$ 2.700, em uma tentativa de aplacar os protestos.
Iêmen
No Iêmen, milhares de pessoas protestam pelo quarto dia consecutivo, pedindo reformas políticas e o fim do governo do presidente Ali Abdullah Saleh, segundo o site da rede Al Jazeera. Saleh está no poder no país desde 1990, mas desde 1978 já era presidente do Iêmen do Norte, antes da união das partes norte e sul para formar o atual Iêmen.
A rede de televisão do Catar afirma que cerca de três mil pessoas protestam na capital, Sanaa, contra o governo. Houve confrontos com a polícia e pelo menos três pessoas estão feridas em Sanaa, afirma a Al Jazeera. Na cidade de Taaz, no sul iemenita, pelo menos 12 pessoas se feriram em confrontos com as forças de segurança, que usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. (AE)
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