A capacidade de defesa antiaérea líbia foi fortemente atingida pelos ataques de aviões e mísseis da coalizão, o que permite a instalação efetiva de uma zona de exclusão aérea sobre o país, como determina a Resolução 1973 das Nações Unidas, informou neste domingo um alto oficial do Pentágono. As forças líbias também não mostram mais sinal de atividade de radar para detectar os aviões inimigos sobre suas posições de defesa antiaérea, destacou o vice-almirante Bill Gortney em entrevista coletiva.
A principal ameaça contra aviões americanos, britânicos e franceses que no momento atuam na Líbia é constituída por mísseis terra-ar SA-5, continuou. As emissões de radar da defesa antiaérea líbia eram limitadas a zonas em torno de Trípoli e Syrte, feudo do coronel Kadhafi. Estados Unidos e Grã-Bretanha lançaram ao menos 110 mísseis Tomahawk contra as duas regiões no sábado.
Na mesma entrevista, o almirante Gortney revelou que "não há indícios de vítimas civis" nas regiões da Líbia atacadas por aviões e mísseis da coalizão. No sábado, a TV estatal líbia informou que vários "objetivos civis" foram bombardeados nas cidades de Trípoli, Misrata, Zuara e Benghazi, incluindo o hospital de Bir Osta Miled, 15 km a leste da capital. (eBand)
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