O governo japonês aprovou nesta sexta-feira um orçamento suplementar de quatro trilhões de ienes (US$ 48 bilhões) para financiar as primeiras necessidades da reconstrução do nordeste do país, devastado por um tsunami no dia 11 de março passado.
Esta verba suplementar, que completa o Orçamento para o atual ano fiscal, precisa do aval do Parlamento para ser adotada definitivamente. O exame da proposta deve ocorrer no dia 28 de abril.
O governo prevê US$ 14,6 bilhões para o reparo de infraestruturas públicas e US$ 4,375 bi para a construção de residências provisórias, alem de verbas para o tratamento de escombros, restauração de escolas e estruturas de proteção contra terremotos e tsunamis.
"O valor global é muito importante se comparado ao orçamento inicial para a reconstrução após o terremoto de Kobe (oeste), em 1995, que foi de 1,223 trilhão de ienes", destacou a TV estatal NHK.
O terremoto de 9 graus de magnitude seguido por tsunami deixou um prejuízo direto avaliado em US$ 306,2 bilhões, sem contar o lucro cessante das empresas afetadas.
Mortos
O mais recente balanço sobre o terremoto e tsunami aponta que o número de mortos chegou a 14.027. Cerca de 84% das vítimas já foram identificadas. Outras 13.754 continuam desaparecidas.
A província de Miyagi, a mais atingida, contabiliza 8.505 mortes, seguida de Iwate, com 4.047 vítimas e Fukushima, que soma 1.412. Ainda segundo o balanço mais recente, 136 mil pessoas ficaram desabrigadas e foram levadas para abrigos.
Depois do violento terremoto e do tsunami, as novas preocupações dos japoneses residem nas condições de suas usinas nucleares, notadamente a de Fukushima, seriamente danificada após as tragédias do dia 11 de março. O vazamento de material radioativo tornou impróprio o consumo de água e alimentos em algumas regiões. (eBAND)
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