O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta segunda-feira que o governo brasileiro está preocupado com a violência na Síria, que ocasionou, nos últimos dias, um elevado número de mortos, principalmente em Deraa, Homs e nos arredores de Damasco.
O Itamaraty informou que o governo repudia o uso da força contra manifestantes desarmados e expressa expectativa de que a crise seja equacionada com diálogo. Além disso, o governo informou que acredita que “as aspirações legítimas das populações do mundo árabe devem ser equacionadas por processos políticos inclusivos e não pela via militar”.
Por fim, o ministério disse que “reafirma o entendimento de que a responsabilidade pelo tratamento dos impactos das crises no mundo árabe sobre a paz e segurança internacionais recai sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas e ressalta a importância do papel dos organismos regionais - em particular a Liga dos Estados Árabes e a União Africana - nos esforços de mediação diplomática”.
Massacre
Ao menos 25 pessoas morreram em Deraa, uma cidade agrícola de 75.000 habitantes, segundo uma testemunha. "Vimos com nossos próprios olhos. Eles estavam em um carro que foi cravado de balas", indicou a testemunha, um ativista, que também falou por telefone.
"Pelo menos 25 mártires caíram, mortos pelos disparos e pelo bombardeio com artilharia pesada", completou.
Com estes já são 366 os mortos na Síria desde o início do movimento de protesto, em 15 de março, segundo um cálculo da AFP.
"Os minaretes das mesquitas lançam chamados de socorro. As forças de segurança entraram nas casas. Há um toque de recolher e disparam contra quem sai de casa. Já dispararam até contra as caixas d'água sobre os telhados, para deixar as pessoas sem água", relatou. (eBand)
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