Pela primeira vez com a participação ostensiva da Irmandade Muçulmana, banida há quatro décadas, milhares de pessoas foram ontem às ruas de dezenas de cidades da Síria para exigir a renúncia do ditador Bashar al-Assad, nas maiores manifestações desde que elas começaram, em 15 de março.
As forças de segurança mais uma vez abriram fogo contra as multidões. Segundo relatos de testemunhas colhidos pelas agências de notícias, pelo menos 42 manifestantes foram mortos no chamado "dia de fúria". No entanto, grupos de defesa dos direitos humanos disseram que 62 manifestantes foram mortos, além de nove policiais.
Foi também uma das poucas vezes em que os manifestantes saíram às ruas de Damasco. Apesar do forte esquema de segurança, testemunhas disseram que o protesto reuniu pelo menos 10 mil pessoas na capital. (AE)
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