O Paquistão concedeu acesso ao governo dos Estados Unidos às viúvas de Osama Bin Laden para a investigação da presença do líder da Al-Qaeda no Paquistão, anunciou a Casa Branca nesta sexta-feira. O interrogatório foi feito, mas os investigadores conseguiram poucas informações importantes sobre o terrorista.
As mulheres teriam sido interrogadas como um grupo, apesar do desejo dos Estados Unidos de conversar com elas separadamente, e foram abertamente "hostis" às autoridades americanas que as entrevistavam, disse a CNN, citando um funcionário do governo paquistanês e duas autoridades próximas à questão.
A mais velha das esposas falou por todas no interrogatório, que também contou com a presença de membros do ISI (Serviço de Inteligência do Paquistão).
Membros dos dois governos afirmaram à CNN que, apesar do aumento das tensões entre os dois aliados anti-terrorismo após a missão secreta que abateu Bin Laden, a partilha de informações de inteligência continua.
A Casa Branca entrou em contato com Islamabad para ajudar a combater a desconfiança crescente dos Estados Unidos, garantindo o acesso de investigadores americanos às três mulheres, que estão sob custódia do Paquistão.
Acredita-se que as mulheres podem ter informações cruciais sobre a rede Al-Qaeda e o envolvimento de Bin Laden - a partir de seu esconderijo - em suas operações.
Os Estados Unidos exigiram uma investigação sobre a forma como o chefe da Al-Qaeda pôde viver durante anos na cidade de Abbottabad, que tinha uma academia militar a menos de dois quilômetros e a apenas 65 km de Islamabad.
Autoridades paquistanesas criticaram a operação, mas negaram veementemente que abrigavam o cérebro dos ataques de 11 de setembro de 2001, que mataram cerca de 3.000 pessoas. (eBand)
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