O ex-diretor do FMI, Strauss-Kahn, chegou nesta quinta-feira ao prédio do tribunal de Manhattan sob rígidas condições de vigilância para uma nova audiência. Nela, seus advogados pedirão que Strauss-Kahn seja liberado das acusações de violência sexual e tentativa de estupro.
Strauss-Kahn foi preso em Nova York, no último sábado, acusado de abuso sexual contra a camareira de um hotel. Socialista de 62 anos, o ex-diretor do FMI era o grande favorito nas pesquisas para enfrentar o presidente conservador Nicolas Sarkozy nas eleições de 2012 na França.
Em declarações ao canal de televisão LCI nesta quinta-feira, o número 2 do Partido Socialista francês, Harlem Désir, pediu ao presidente Nicolas Sarkozy, adversário eleitoral de Strauss-Kahn, que ele "faça o que for necessário, como já fez por outros franceses, para que Dominique Strauss-Kahn possa organizar sua defesa de maneira decente".
O advogado de Strauss-Kahn já entrou com um pedido de fiança na justiça americana, mas foi negado. De acordo uma pesquisa do instituto CSA publicada na última quarta-feira, a maioria 57% dos franceses considera que Dominique Strauss- Kahn é "vítima de um complô".
Sua saída da direção do FMI também coloca em pauta a tradição europeia na direção do órgão. O caso tem dado espaço para que os países emergentes, que já demandavam mais voz no FMI, pressionem a possibilidade de apontar candidatos para a sucessão de Strauss-Kahn. (eBand)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar