"Um carro-bomba explodiu num posto de verificação na entrada da cidade de Idlib", provocando mortes e deixando pessoas feridas, dentre elas funcionários do local, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos em comunicado recebido em Nicósia, no Chipre.
O ataque ocorre menos de uma semana após uma bomba colocada à margem de uma via ter matado 11 detentos que eram transportados num caminhão na província de Idlib.
Ativistas sírios relataram nesta sexta-feira a realização de "massacres aterradores" na cidade rebelde de Homs, nos quais mais de 30 pessoas morreram, incluindo crianças pequenas, durante ataques de forças leais ao presidente Bashar Assad.
Moradores disseram à Associated Press que ainda estavam reunindo informações, mas afirmaram que a cidade foi abalada por assassinatos sectários, disparos e explosões.
"Houve um massacre aterrador", afirmou Rami Abdul-Rahman, diretor o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, à AP nesta sexta-feira, e pediu uma investigação independente sobre os assassinatos. A Síria controla com rigidez o acesso a locais turbulentos e geralmente permite que jornalistas se desloquem pelo país somente sob escolta, o que atrapalha as investigações.
Vídeos colocados na internet por ativistas mostram os corpos de crianças em sacos plásticos, colocados um ao lado do outro. Outro vídeo mostra mulheres e crianças com rostos e roupas ensanguentados numa casa. Um narrador diz que toda a família e suas crianças foram "abatidas". A autenticidade dos vídeos não pôde ser verificada.
O Observatório e os Comitês de Coordenação Locais - grupo que reúne vários ativistas - disseram que pelo menos 35 pessoas foram mortas em Homs, mas os dados não puderam ser confirmados. Os dois grupos contam com uma rede de ativistas em toda a Síria.
Segundo o Observatório, 29 pessoas foram mortas na quinta-feira no bairro de Karm el-Zaytoun, em Homs, dentre elas oito crianças que morreram quando um prédio foi alvo de um pesado ataque com morteiros e disparos de metralhadora.
Os moradores relataram outro massacre ocorrido quando o grupo shabiha - homens armados leais do regime - invadiram o bairro, matando os moradores de um apartamento, dentre eles crianças. " (Agência Estado)
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