O exército sírio bombardeou neste domingo (4) a cidade de Rastan, localizada no centro da Síria, para tentar desalojar combatentes rebeldes do local. Três pessoas morreram e dezenas, a maioria crianças, ficaram feridas, segundo a rede de televisão CNN.
O ataque aconteceu poucos dias depois do exército ter recuperado o controle do bairro de Baba Amr em Homs, onde o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) continua sem acesso.
"Desde a madrugada, os grupos de desertores no norte da cidade de Rastan sofrem violentos bombardeios", declarou à agência de notícias France Presse Rami Abdel Rhamane, presidente do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Situada no caminho da estrada que liga a capital Damasco ao norte do país, Rastan, a 20 km de Homs, havia sido declarada "cidade livre" pelo Exército Sírio Livre (ESL) no dia 5 de fevereiro.
Muitos militantes temem que o exército concentre agora a ofensiva em Rastan e na cidade de Quseir (a 15 km de Homs), controlada em grande parte pelos rebeldes.
"São as duas cidades com a maior concentração de rebeldes no centro da Síria e devem tornar-se a próxima etapa do ataque do regime contra os desertores", afirmou Abdel Rhamane, depois da recuperação pelo Exército do bairro rebelde de Baba Amr em Homs, na quinta-feira.
Ajuda humanitária
Nas proximidades do bairro de Baba Amr cercado e bombardeado durante quase um mês, e que sofre uma grave crise humanitária, um comboio de sete caminhões com ajuda de urgência do CICV para a população esperava pelo terceiro dia consecutivo a autorização de entrada do regime.
O governo alega motivos de segurança para o veto, em particular pela presença de bombas e de minas. Jornalistas do canal oficial sírio, no entanto estão presentes há vários dias em Baba Amr. De acordo com o regime, o local foi "desinfetado dos grupos terroristas armados".
"O ICRC e o Crescente Vermelho Sírio não entraram em Baba Amr hoje. Nossas negociações com as autoridades sírias continuam para que possamos entrar e ajudar o máximo de pessoas possível", afirmou o porta-voz do ICRC, Hicham Hassan, à Reuters no sábado (3).
Os ativistas afirmam que o regime tenta ganhar tempo para esconder seus "crimes". "Estamos convencidos de que querem ganhar tempo para enterrar ou queimar os corpos e apagar as marcas de seus crimes, para que o CICV não perceba", afirmou à AFP Hadi Abdallah, militante em Homs da Comissão Geral da Revolução Síria, que mencionou centenas de vítimas neste bairro. As informações são do G1. (DOL)
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