Começou nesta manhã (22) a Conferência de Paz sobre a Síria, na Suíça. O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu que o regime sírio e a oposição no exílio aproveitem o que considera uma “grande oportunidade” para que alcancem a paz.
“Depois de quase três anos de conflito doloroso e sofrimento na Síria, hoje é um dia de esperança”, disse Ban Ki-moon no seu discurso, diante de representantes de países, de organizações internacionais e de delegações do regime do atual presidente da Síria, Bashar Al Assad.
O secretário-geral agradeceu os participantes da conferência e, em especial, à Rússia e aos Estados Unidos, pela contribuição ao tema. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse que as negociações não serão fáceis e ou rápidas, mas que existe uma oportunidade real para a paz.
Lavrov pediu que governo e oposição sírios trabalhem em conjunto para aliviar a situação humanitária, fortalecer a confiança entre as partes e permitir que as negociações tenham continuidade.
Nesta quarta-feira, O presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse duvidar do sucesso das negociações de paz sobre a Síria. A presença do governo iraniano no encontro foi descartada anteontem (20), com a retirada do convite para participação no evento, depois de o país ter se recusado a apoiar o estabelecimento de um governo de transição.
"Todos os sinais mostram que não podemos ter muita esperança que a conferência Genebra 2 vá encontrar uma solução para os problemas do povo sírio e para a luta contra o terrorismo", disse Rouhani. O presidente irá participar do Fórum Econômico Mundial, que começa hoje, em Davos, também na Suíça.A participação do Irã ainda era um entrave ao comparecimento de membros da oposição na Síria, que contestam o apoio do governo iraniano ao regime de Bashar Al Assad.
Até as vésperas da conferência, a oposição ainda não havia confirmado presença - o que foi feito depois da retirada do convite ao Irã..Participantes de cerca de 40 países e organizações responderam ao convite de Ban Ki-moon para participarem da conferência, que tem o objetivo de encontrar uma solução política e pacífica para a guerra civil pela qual passa o país há quase três anos e que deixou mais de 130 mil mortos e milhões de refugiados e deslocados.
O Brasil está sendo representado no encontro pelo secretário-geral do Itamaraty, o embaixador Eduardo dos Santos. O chanceler Luiz Eduardo Figueiredo iria participar da conferência, mas está acompanhando a presidenta Dilma Rousseff no Fórum de Davos.
De acordo com o Itamaraty, o Brasil está “convicto de que não há solução militar para o conflito sírio” e “está pronto para colaborar para o êxito do evento e das negociações”. A conferência, disse o ministério em nota, é uma oportunidade “valiosa” para que seja iniciado um diálogo “necessário e construtivo”.
(Agência Brasil)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar