Os setores petroleiro, de defesa e de tecnologia são os alvos das novas sanções econômicas que a União Europeia (UE) vai aplicar contra a Rússia por conta de seu envolvimento no conflito entre governo e separatistas na Ucrânia.
Essas informações foram vazadas nesta terça-feira (29), um dia após a confirmação de que houve acordo entre a UE e os EUA para adotar medidas complementares, de modo a aumentar a pressão sobre o governo de Vladimir Putin. Detalhes só deverão ser informados nesta quarta (30).
Segundo UE e EUA, o governo russo oferece apoio material e de inteligência aos rebeldes do leste ucraniano que lutam para derrubar o governo de Kiev. A suspeita, inclusive, é a de que um sistema de mísseis fornecido pela Rússia tenha permitido a rebeldes atingir e derrubar o avião da Malaysia Airlines, matando 198 pessoas. Segundo o governo da Ucrânia, os registros das caixas-pretas do Boeing-777 provam que a queda foi causada por um foguete. O Kremlin nega envolvimento com os rebeldes.
O acordo pelas sanções foi fechado na segunda (28) por meio de uma rara videoconferência que reuniu os líderes de EUA, Reino Unido, França, Alemanha e Itália. Nas últimas semanas, os europeus estavam reticentes quanto ao acirramento das sanções por temerem ter as próprias economias afetadas.
(DOL, com informações da Folhapress)
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