A poluição atmosférica é responsável pela morte prematura de cerca de 3,3 milhões de pessoas no mundo, afirmou um estudo publicado na última quinta-feira (16) na revista Nature. Sem a redução de emissões poluentes, esse número poderá chegar a 6,6 milhões até 2050, alertaram os cientistas.
Doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica, além de câncer de pulmão e infecções respiratórias agudas são as principais formas de mortes prematuras causadas pela poluição atmosférica.
O estudo revelou ainda que a poluição atmosférica mata mais do que a malária e o vírus da Aids juntos. A maioria das mortes ocorre na Ásia, onde emissões de energia residenciais, como as produzidas no aquecimento ou para cozinhar, têm um grande impacto. A maior taxa de mortalidade causada pela poluição atmosférica foi registrada na China, com 1,4 milhão de casos, seguida pela Índia, com 645 mil mortes, e Paquistão, com 110 mil.
Os poluentes afetam de forma diferente cada região. Nos países industrializados, a agricultura é responsável por uma boa parte dessa poluição. A pesquisa mostrou que as atividades agrícolas são a principal fonte de emissões de partículas finas no leste dos Estados Unidos e na Europa, sendo responsáveis por cerca 20% das mortes prematuras.
(DOL, com informações da Deutsche Welle)
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