O ataque aéreo que matou 22 pessoas em um hospital gerido pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) no norte do Afeganistão havia sido solicitado pelas forças afegãs, afirmou o comandante da missão americana no país.
O general John F. Campbell, chefe das forças americanas e da coalizão contra o Taleban, falou em uma conferência com jornalistas montada às pressas no Pentágono nesta segunda-feira (5). Ele afirmou estar corrigindo um comunicado inicial.
"Nós tomamos conhecimento agora de que, em 3 de outubro, forças afegãs nos informaram que estavam sob fogo de posições inimigas e pediram apoio de forças dos EUA", disse Campbell, sobre a operação em Kunduz.
"Um ataque aéreo foi então requisitado para eliminar a ameaça Taleban e diversos civis foram acertados acidentalmente. Esta [versão] é diferente dos relatos iniciais que indicavam que forças dos EUA foram ameaçadas e que o ataque aéreo foi solicitado a pedido destes", afirmou o general.
A revisão do comunicado não esclarece se o hospital onde a Médicos sem Fronteiras trabalha foi identificado erroneamente como alvo ou se outros erros foram cometidos pelos americanos. "Se erros foram cometidos, nós vamos admiti-los", disse Campbell.
O general se recusou a fornecer mais detalhes sobre o ocorrido, afirmando que uma investigação militar está em curso.
(Folhapress)
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