A autoria do atentado contra um hotel no norte da Península do Sinai (Egito), nesta terça-feira (24), foi reivindicada pelos jihadistas do Wilayat Sinai, afiliados ao Estado Islâmico (EI) no Egito, de acordo com informações da agência de notícias ANSA. Ao menos três pessoas morreram após explosões provocadas por um carro-bomba.
Em declaração divulgada na internet, os militantes disseram que a ação se trata de "vingança pela prisão por parte do Exército apóstata de algumas mulheres muçulmanas".
Um carro-bomba explodiu em frente a um hotel em Al-Arish, na Península do Sinai, deixando ao menos três mortos e 14 pessoas feridas. As explosões deixaram dois policiais e um juiz mortos também foram provocadas por um homem que carregava um cinto de explosivos, de acordo com as informações de representantes das Forças de Segurança do Egito.
Um terceiro agressor abriu fogo contra hóspedes no local.
De acordo com informações da agência oficial de notícias Mena, o local hospedava juízes de apuração de urnas, dois dias após a realização de eleições legislativas.
A explosão destruiu todos os vidros do Swiss Inn Hotel, afetando também as paredes do estabelecimento.
Segundo investigações preliminares, houve um tiroteio em um posto de controle entre forças de segurança e agressores que estavam dentro do carro, que mais tarde foi explodido.
A região do Sinai é reduto de ataques dos jihadistas do Estado Islâmico e foi palco de atentado que deixou 224 mortos, em sua maioria russos, no final do mês passado.
(DOL, com informações do UOL)
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