O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, inicia neste domingo (20) viagem histórica para Cuba. A agenda do presidente norte-americano inclui, após o desembarque na capital cubana, visita cultural a Havana Velha e um encontro com o cardeal Jaime Ortega, líder católico que trabalhou com o papa Francisco no esforço para trazer os dois países à mesa de negociações visando ao restabelecimento das relações diplomáticas.
Aviagem do presidente Obama é uma “boa notícia” porque encerra, no âmbito das Américas, o último capítulo da guerra fria na política externa dos Estados Unidos, disse à Agência Brasil o diretor do Instituto Brasil, Paulo Sotero. O Instituto Brasil é ligado ao Centro Internacional de Woodrow Wilson, sediado em Washington, entidade que realiza estudos sobre a democracia e o desenvolvimento econômico em vários países.
De acordo com Sotero, a aproximação norte-americana com Havana (capital cubana) pode também trazer benefícios para o Brasil, que sempre teve uma política externa de normalidade com Cuba.
O professor da Universidade do Texas, em Austin, James Galbraith, disse à Agência Brasil que a viagem do presidente Obama “coloca um ponto final a um período longo, totalmente desnecessário, de hostilidade” dos Estados Unidos em relação a Cuba. “É correto dizer que, fora de um pequeno segmento da classe política, a população norte-americana está totalmente favorável a Obama na ideia de que o melhor caminho a seguir é ter relações normais com Cuba.”
Obama viaja com a esposa Michelle e com as filhas Malia e Sasha e terá um encontro amanhã (21) com o presidente Raúl Castro. Entre os temas a serem discutidos estão os direitos humanos, o estímulo ao comércio entre Cuba e Estados Unidos e o desenvolvimento da iniciativa privada em solo cubano.
(Com informações da Agência Brasil)
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