
Com a chegada do verão amazônico, o paraense busca meios de amenizar o calor, como ingerir mais líquidos e ficar em ambientes climatizados. No entanto, é importante que os aparelhos condicionadores de ar estejam com a manutenção em dia.
Se isso não ocorrer, as consequências podem ir desde os riscos de reações alérgicas a poeiras e mofo, como também infecções por bactérias e vírus. Isso falando apenas da limpeza e higienização das centrais e aparelhos condicionadores de ar. É preciso saber se o funcionamento mecânico desses equipamentos está regular.
No Brasil, uma lei sancionada em janeiro do ano passado (Lei nº13.589/2018) determina que todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) dos respectivos sistemas, visando a eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos usuários. Entre os espaços que servem de exemplo para a lei estão as salas de cinema, shoppings centers, lojas, hospitais, laboratórios, universidades e vários outros estabelecimentos e instituições que concentram um grande número de pessoas.
LEI
A lei reforça outras regulamentações que já existiam para tratar do assunto – inclusive a portaria nº 3.523/1998, do Ministério da Saúde, que regula tecnicamente as medidas básicas a serem adotadas para “a verificação visual do estado de limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização, para garantir a qualidade do ar de interiores e prevenção de riscos à saúde dos ocupantes de ambientes climatizados”.
O engenheiro Maurício Vale lembrou que as regulamentações do PMOC começaram ainda na década de 1990, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que até hoje fiscaliza se os planos das empresas e instituições estão de acordo com a normas técnicas. “A Anvisa reforçou o controle e fiscalização do sistema de refrigeração de ambientes com aglomeração”, pontuou Maurício.
Para ele, uma prova de que respirar em ambientes onde o ar não esteja puro é fácil ser percebido, principalmente quando a pessoa tem alergia a poeiras e mofos. “A pessoa, ao sentir um cheiro estranho, o ar pesado ou coriza, já sabe que a manutenção dos equipamentos naquele local não está em dia”, acrescentou.
Os aparelhos condicionadores, sem a manutenção devida, podem armazenar bactérias, fungos e vírus que se espalham pelo ambiente. “Existe um filtro para cada ambiente e, inclusive, já existem filtros com antivírus”, atentou Maurício.
REFORÇO
O engenheiro Maurício Vale pontuou que, na prática, a lei não alterou os textos das primeiras normatizações que já existiam, apenas deu formalização legal para o que precisa ser feito. Ele lembrou que para cada sistema existe um planejamento e que estes precisam e devem ser assinados por um engenheiro mecânico. “O Plano de Manutenção, Operação e Controle contém algumas especificidades que indicam o período ou ciclo de limpeza dos aparelhos, a lubrificação e revisão de peças e estrutura”.

LIMPEZA TAMBÉM DEVE SER PERIÓDICA
O engenheiro Maurício Vale, responsável técnico do Grupo Imperador das Máquinas, chamou a atenção da importância da manutenção preventiva dos condicionadores domésticos, para limpeza dos filtros, bandejas e serpentinas para manter o equipamento em perfeito funcionamento e a qualidade do ar que respiramos em nossas casas. A falta de manutenção preventiva poderá ocasionar a proliferação de mofo, fungos, bactérias e vírus.
TEMPERATURA
Ele também alertou que as pessoas tendem a utilizar sempre as temperaturas mais baixas e esse hábito pode resultar na formação de cristais de gelo dentro dos aparelhos. “Isso danifica o aparelho e acumula micro-organismos nocivos à saúde humana”, observou.
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