A Justiça do Pará realiza a audiência de instrução de réus entre eles policiais civis e militares, identificados como João Remato, Genilson André Miranda Carreira, Allan Carvalho Cardoso, Herivelton pereira Cardoso, Cláudio Jose Angolo da Silvia, Rosevelt de Nazaré Silva e Carlos Alberto Sanches de Lima, além de Maurício Piquet Pereira, único que não é policial, todos acusados de integrar grupo de extermínio que executou o advogado Luiz Augusto Pinheiro Cardoso, que teve o veiculo cravejado no dia 24/08/2017, na Av. Bernardo Sayão, Bairro Jurunas.
Na audiência, estão sendo ouvidas seis testemunhas de defesa dos oito acusados. Já nesta sexta-feira (13) está marcada audiência de continuidade para ouvir as testemunhas faltosas e ouvir interrogatório dos réus, assim encerrar a instrução e orientações referente ao processo criminal.
O procedimento será feito de forma individual e sem a presença dos demais réus. O primeiro a ser interrogado será, Maurício, único que não é policial. À época, ele era microempresário e tinha distribuidora de bebidas. Mauricio chegou a ser atingido por disparos feitos pela vítima antes de morrer. O segundo réu, o policial, João Remato. O terceiro interrogado será o cabo da PM, Genilson. O quarto a depor, será Allan Carvalho Cardoso e por fim será a vez do Herivelton pereira Cardoso, que afirmou sofrer de transtorno mental. Todos os acusados negam participação no crime.
O promotor do caso, Edson Augusto Souza, pediu prazo para apresentar por escrito as últimas alegações devido a complexidade do caso. Todos os réus foram denunciados por escuta telefônica.
Relembre o caso
Luiz Augusto era procurador de Justiça aposentado no Amapá e foi executado a tiros na avenida Bernardo Sayão, no bairro do Jurunas. Ele estava em um carro blindado, quando atiradores chegaram em um carro e dispararam 12 vezes contra o automóvel da vítima, fugindo em seguida. Acreditando estar livre, Luiz abriu a porta do veículo e foi surpreendido por um segundo grupo de atiradores, que o executaram.
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