O governador do Pará, Helder Barbalho, e o secretário de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Jarbas Vasconcelos, informaram durante entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira (8), que não há risco de contágio pelo covid-19 no sistema penitenciário paraense. Ontem (7), foi confirmado o primeiro interno de presídio no Pará infectado pelo coronavírus.
Além disso, Helder informou que, a partir desta quinta-feira (9), 66 internos irão trabalhar para sinalizar as paradas de ônibus da Grande Belém com indicação horizontal para alertar as pessoas da distância de 1 metro entre pessoas com máscaras, e 1,5 metro entre pessoas sem máscaras.. Essa é uma das medidas de combate ao coronavírus no Pará anteriormente anunciada pelo governador.
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“Para os internos, trabalhar é também uma forma de ressocialização. E a sinalização que será feita [nas paradas de ônibus] é essencial para que a população possa se policiar. Lembramos: esse é um momento de, se possível, ficar em casa . Se não é possível, faça o que tiver que fazer e volte. E, nesse percurso, tenha todas as precauções, como usar máscara e manter o distanciamento social necessário”, comentou Helder Barbalho.
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“Esse é um momento de travessia, mas é um momento que vamos vencer. E todo mundo precisa fazer o devido sacrifício agora”, continuou o governador do Pará.
Já o secretário Jarbas Vasconcelos, explicou durante a coletiva que, antes da pandemia, cerca de 2,5 mil internos paraenses trabalhavam fora das unidades prisionais. No entanto, agora, somente uma quantidade mínima está sendo liberada para serviços essenciais, como a sinalização das paradas de ônibus e limpeza e desinfecção dos prédios de segurança pública.
“Esses [internos] que estão trabalhando, fazem-o com proteção. Eles saem e voltam para a unidade prisional, a exemplo dos que farão a partir de amanhã o trabalho nas paradas de ônibus”, afirmou Jarbas.
O gestor da SEAP ressaltou que uma das mensagens mais importantes para serem transmitidas, nesse momento, às famílias dos internos paraenses, é que o sistema prisional não está no epicentro da pandemia do covid-19.
“O sistema prisional não está no epicentro da pandemia e nem é vetor de contágio. Tínhamos 2.576 internos trabalhando. Hoje, esse número refluiu para apenas 66 internos. Queremos transmitir serenidade para os familiares de internos”, disse Jarbas Vasconcelos.
O secretário de Administração Penitenciária explicou, por exemplo, que o interno infectado pelo Covid-19 trabalhava durante o dia e, à noite, regressava para o Centro de Progressão Penitenciário do Pará, uma unidade prisional pequena, que conta com apenas 135 pessoas privadas de liberdade.
O interno se sentiu mal, no dia 24 de março, e foi transferido para unidade de saúde e depois para hospital particular (onde fez a testagem para o novo coronavírus). Ele ficou isolado, desde então, até a divulgação do resultado, nesta terça-feira (7).
Para o gestor da SEAP, a rotina do infectado explicita que o contágio ocorreu externamente e, não, dentro do sistema penitenciário. O detento infectado ficará por 45 dias em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica e vigiado por agentes de segurança.
Por fim, Jarbas ressaltou que todos os internos do Centro de Progressão estão sendo monitorados e que todos os servidores do sistema penitenciário trabalham com toda proteção necessária, a exemplo do uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Estabeleceu-se, ainda, uma rotina rígida de higienização e desinfecção dos órgãos de segurança paraense feita por internos.
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