Nos últimos dias a temperatura subiu, indicando o início do chamado verão amazônico em todo o Estado. Em tempos de isolamento social, quem precisa circular pelas ruas para realizar alguma atividade essencial tenta proteger-se como pode. Muitos recorrem às sombrinhas, que amenizam o contato direto com a radiação solar. Outra cena muito comum é observar, nas paradas sem abrigos em Belém, os usuários do transporte coletivo aguardando pelos ônibus em locais cobertos, que ofereçam sombra.
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De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet-Pará), a temperatura sofreu um acréscimo de pelo menos 4°C neste mês de maio, em relação aos meses anteriores de março e abril. Com isso, a temperatura já atingiu a máxima de 35.3°C e a mínima de 24°C, na capital e Região Metropolitana. A tendência é de que eleve em pelo menos mais 1°C nos próximos dias.
O mesmo deve ocorrer nas demais regiões do Estado, conforme explicou o diretor do Inmet-Pará, José Raimundo Abreu. Por exemplo, na região sul do Pará os termômetros devem apontar índices ainda maiores, com as temperaturas máximas que poderão atingir entre 35°C a 37°C. Por outro lado, nesta mesma região, durante a madrugada a temperatura pode despencar em alguns pontos, alcançando a mínima de 20°C. E no Sudeste, as máximas devem oscilar entre 34°C e 36°C, a exemplo do município de Marabá.
“Onde tem árvores há o sombreamento que impede a radiação de chegar ao asfalto. São Brás, Pedreira e Guamá estão entre os mais quentes”, explicou o diretor. Ele acrescentou ainda que as altas temperaturas devem ocorrer no período entre 10h a 16h. Para maio, o volume pluviométrico deve ficar um pouco acima da média histórica dos últimos 30 anos, calculada para o mês, que é de 300 milímetros de chuva. Até ontem (26) já havia chovido 360 milímetros e a tendência é de que o mês finalize com 400 milímetros, o que equivale a 400 litros de chuva para cada um metro quadrado da região.
Usuário do transporte público, o médico Gilberto Júnior 47 anos, não dispensa o uso do protetor solar diariamente e mantém o corpo hidratado, ingerindo bastante água. “De 15 dias pra cá aumentou bastante a temperatura. O calor está sufocante. A gente sabe que incomoda usar máscara, mas pela saúde fazemos tudo. Uso protetor solar, me hidrato bastante e evito usar roupas escuras, que absorvem mais calor”, disse. Já a cuidadora de idoso Lucileia Tavares, 50, utiliza a sombrinha para se proteger do sol. Moradora de Ananindeua, ela precisa se locomover de ônibus todos os dias. “Sempre uso protetor, tenho a pele muito clara. Tomo muita água. A senhora que cuido precisa beber bastante água e lembro de beber também. Gosto do sol, até porque mesmo com sol de vez em quando chove eameniza”, ressaltou.
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