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FOCO NA SAÚDE

Alepa promove ação de conscientização sobre hepatites virais

Conscientizar os servidores, visitantes e população quanto as hepatites virais, as formas de contágio, medidas de prevenção e tratamento. Esses foram os objetivos da campanha realizada na última quarta-feira (15), pela Assembleia Legislativa do Estado do

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Imagem ilustrativa da notícia Alepa promove ação de conscientização sobre hepatites virais camera Ação realizada na Alepa destaca importância sobre os cuidados com a saúde. | Alepa/Reprodução

Conscientizar os servidores, visitantes e população quanto as hepatites virais, as formas de contágio, medidas de prevenção e tratamento. Esses foram os objetivos da campanha realizada na última quarta-feira (15), pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), por meio do Departamento de Bem - Estar Social (Debes), em alusão ao Julho Amarelo.

A diretora do Debes, Karla Lobato, explica que a ação teve a função de conscientizar sobre os cuidados com a saúde e também criar uma relação de aproximação com o público interno.

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“Eu acredito que essas ações são sempre importantes, porque elas despertam para a consciência sobre essas questões referentes à saúde. São muito proveitosas, e assim a gente aproxima o setor dos servidores e isso é um aspecto muito importante a ser considerado também.”, destacou.

A ação contou com a participação de profissionais das áreas de enfermagem, nutrição e estagiários, que percorreram também vários setores da Casa Legislativa.

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Durante a ação, foram feitas abordagens sobre as formas de contágio, prevenção e tratamento da doença, com distribuição de panfletos, preservativos femininos e masculinos e laços amarelos, simbolizando a cor da campanha.A coordenadora de enfermagem do Debes, enfermeira Ruth Bezerra, alertou sobre as formas de contágio e prevenção.

“A contaminação é muito fácil e pode acontecer no compartilhamento de objetos como alicates utilizados por manicures. O ideal é que esses materiais sejam esterilizados ou que cada cliente leve o seu próprio kit. É importante usar preservativos nas relações sexuais para evitar o contágio. É uma doença silenciosa, porque na maioria das vezes os sintomas só aparecem quando está na fase aguda e bem avançada”, ressaltou Lobato.

Prevenção

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode comprometer o seu funcionamento de forma silenciosa, sem apresentar sintomas como mal-estar, fraqueza, dor de cabeça, febre baixa, falta de apetite, cansaço, náuseas e desconforto abdominal na região do fígado, icterícia (olhos e pele amarelados), fezes esbranquiçadas e urina escura.

Para prevenir é fundamental ter os seguintes hábitos: lavar bem as mãos, ingerir somente água filtrada ou fervida, lavar bem os alimentos antes do consumo, sempre usar preservativos nas relações sexuais, evitar contato com sangue, exigir material esterilizado ou descartável em consultórios médicos, dentários, salões de beleza, estúdios de tatuagem e colocação de piercing, não compartilhar agulhas ou seringas, lâminas de barbear, escova de dentes, entre outras.

Tratamento

No Pará, a população pode procurar atendimento em unidades que realizam o diagnóstico da doença, como os Centros de Testagens e Aconselhamento (CTAS), vinculados às Secretarias Municipais de Saúde.

Em Belém, a referência é a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. Já no interior, o atendimento para testagem e tratamento está disponível nos Centros de Testagem e Aconselhamento de Santarém, Marabá; Parauapebas; Tucuruí, Abaetetuba e Barcarena, além do Hospital Regional do Araguaia, em Redenção.

Dados

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, os casos de hepatite vêm aumentando no Pará. De 2007 a 2014 foram confirmados 2.211 casos do tipo B e outras 871 ocorrências da forma C. Já em 2019, houve a confirmação de 242 casos de hepatite B, além de 91 do tipo C.

Do início deste ano até maio, 299 pessoas foram diagnosticadas com hepatites, das quais 148 com o tipo A; 102 com o vírus B, e outras 49 para a tipagem C.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 800 mil pessoas no Brasil estão infectadas pelo vírus B e 1,5 milhão de pessoas pela hepatite C. Da infecção até a fase da cirrose hepática, a pessoa pode levar de 20 a 30 anos, em média, sem apresentar nenhum sintoma.

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