Com poucas nuvens no céu e também com a diminuição na frequência das chuvas, principalmente aquelas que costumam cair durante a tarde na cidade das mangueiras, a onda de calor vem castigando os belenenses. No mês de julho, considerado o período mais quente do ano, a sensação térmica chegou a 40ºC, e para o restante do mês de agosto ainda tem mais calor, de acordo com os dados disponibilizados no site do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Quem costuma sair pelas ruas com frequência, seja para trabalhar ou não, encontra um certo desconforto com a temperatura elevada, deixando a rotina diária ainda mais complicada. Sem contar que a exposição frequente da pele aos raios ultravioletas pode trazer consequências negativas para a saúde.
Seja com produtos específicos que ajudam a proteger o corpo, como o protetor solar, ou de outras formas, a população vem se virando como pode para fugir do forte sol.
O vendedor de frutas Ângelo Máximo chega com seu carrinho na feira do Ver-o-Peso por volta das 7h. Ele conta que mesmo nesse horário o calor é intenso. “Desde cedo o sol já chega ‘torrando’. Belém está muito quente e tem dias que a gente quase não suporta. Para aliviar, a saída é muita água”, conta.
Além do líquido preciso, para proteger o corpo o feirante aposta em acessórios como sombreiro, lonas e chapéu. “Eu quase não uso protetor solar, por opção minha mesmo, então me equipo todo para proteger o meu corpo, que também fica sofrido nesse sol”, diz.
Seja a sombra de uma árvore, de um poste ou de fachadas de estabelecimentos, cada pequeno espaço que possa proteger da luz solar é disputado e aproveitado. Um pedaço de papelão também virou acessório de proteção para o guardador de carros Antônio Marcos, 39. “Só o chapéu não estava sendo suficiente para proteger. Então a gente tem que improvisar como dá”. O flanelinha disse usar constantemente protetor solar, mas o preço acaba afastando o interesse de compra. “A gente tem que usar sempre, mas esses produtos são muito caros. Em média gasto 50 reais com a marca que uso, mas ainda assim, é bastante caro para quem luta diariamente por um trocado”, diz o trabalhador.
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Tome cuidado mesmo em curta exposição ao sol
A médica dermatologista Daniela Moura lembra que os cuidados com a pele devem ser mantidos mesmo que a exposição ao sol seja menos frequente ou de forma rápida. “Se possível, deve-se evitar o sol nos horários entre as 10h e 16h; beber bastante água para não ocorrer a desidratação; usar filtro solar, chapéus, roupas leves, mas que protejam ao máximo possível a superfície da pele, e óculos de sol”, orienta.
A especialista lembra que algumas orientações quanto ao uso do protetor também devem ser seguidas, garantindo assim o máximo de eficácia na ação do produto para a proteção do corpo. “Ele deve ser aplicado somente nas áreas que estiverem expostas ao sol, como o rosto, a parte do colo, braços, pernas, tronco e outras. Não se deve esquecer de aplicar também nas orelhas”, explica a médica.
Daniela ressalta ainda que os pacientes que possuem calvície, devem aplicar o produto na área.
Segundo a dermatologista, hoje em dia a aceitação quanto ao uso do protetor solar está muito melhor. “Acredito que os meios de comunicação contribuíram muito pra isso e também o papel educacional nas escolas”. Quanto aos valores dos produtos, várias situações podem contribuir para a diferença de preço entre eles. “Geralmente os filtros solares que passam por um rigoroso sistema de fabricação, bem como aprovação da Anvisa, acabam custando mais caros”, explica. “Isso acaba contribuindo por uma procura menor ou uso de protetores com preços muito abaixo do mercado que muitas das vezes são inadequados”, afirma Daniela. Uma exposição frequente ao sol sem os cuidados devidos com o corpo pode contribuir para o surgimento de diversas doenças, entre elas o envelhecimento precoce, queimaduras, insolação, manchas e também de lesões bem mais graves como o câncer de pele.

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