A pandemia do novo coronavírus traz impactos à saúde, à rotina e a vida dos paraenses e incertezas ao mercado. Mas ao mesmo tempo, também tem provocado novas oportunidades de emprego. Foi esse o caso da paraense Daiane Silva, 27 anos, ela foi contratada recentemente por uma multinacional junto com um grupo de outras mulheres que tiveram suas vidas transformadas em meio à crise do novo coronavírus.
Daiane estava desempregada, morando com o pai e com a filha de cinco anos. Por não ter experiência, as portas se fechavam. Foi quando a Vale abriu um seletivo para uma primeira turma de formação profissional com foco em mulheres em Parauapebas, cidade onde mora. Daiane se inscreveu, porém, mais 20 mil candidatas fizeram a inscrição também. Mas ela não se intimidou. O desejo de proteger e assegurar o melhor para a filha a movia para frente.
A cada etapa vencida o pensamento dela era “vou conseguir”, “vou conseguir”. E ela passou, ficou entre as 234 mulheres selecionadas para a primeira turma piloto. Com a pandemia e o afastamento de empregados do grupo de risco, Daiane foi efetivada junto com outras 137 mulheres. Agora ela trabalha na área de manutenção da usina da maior mina a céu aberto do mundo em Carajás. “Hoje eu tenho meu primeiro contrato de trabalho e com carteira assinada”, comemora ela.
Parauapebas, terra de Daiane, foi a cidade que mais contratou nesses primeiros sete meses do ano no Brasil. Foram 17.073 admissões contra 12.975 desligamentos, um saldo de 4.098 contratações a mais. Na indústria, o setor mineral onde Daiane atua agora é o que gerou o maior saldo de empregos.
Leia mais:
Vale doa equipamentos hospitalares para reforçar a rede pública de saúde no Pará
Em meio a polêmicas e protocolos, aulas presenciais recomeçam hoje no Pará
A contratação efetivada na Vale também integra programa da empresa, iniciado no ano passado, voltado para ampliar a diversidade em suas operações. Dentre as metas está dobrar a representatividade de mulheres até 2030. “Ao mesmo tempo que pandemia trouxe adversidades, foi possível também nos adequarmos com novas práticas e tecnologias e continuar a atuar de modo seguro e a gerar a oportunidade de desenvolvimento que falta para que as mulheres alcancem patamares cada vez mais altos”, destaca o gerente de Recursos Humanos da Vale, Saulo Prazeres.
Além de buscar capacitação e conhecimento, como outras mulheres que batalham para criar seus filhos, a parauabense diz que é preciso acreditar em si. “Não existe isso de que, por exemplo, a mineração é para homem. Eu consegui, eu estou aqui e eu vou ofertar o que há de melhor para minha filha”, conclui a mais nova trainee operacional de manutenção da usina de Carajás e mãe.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar