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AVANÇO

Equatorial dobra alcance de energia elétrica na Grande Belém

Novas linhas de transmissão inauguradas pela concessionária vão garantir mais qualidade no fornecimento do serviço para 3,2 milhões de consumidores, em uma extensão de 125 km

quinta-feira, 14/01/2021, 07:50 - Atualizado em 14/01/2021, 07:49 - Autor: Wesley Costa


O governador Helder Barbalho esteve no evento de lançamento e destacou toda a sua importância
O governador Helder Barbalho esteve no evento de lançamento e destacou toda a sua importância | Celso Rodrigues

Na manhã de ontem, o Grupo Equatorial Energia, por meio da Equatorial Transmissão, inaugurou em Belém a obra que contempla a operação de duas novas linhas de transmissão, que passam a atender toda a Região Metropolitana de Belém (RMB) e várias cidades do nordeste paraense. Uma das novas linhas faz com que a alimentação de energia na RMB alcance mais do que o dobro da atual capacidade. Já na segunda, a operação será 70% maior do que era utilizado para abastecer parte do nordeste do Pará.

No total, o projeto que beneficia mais de 3,2 milhões de pessoas conta com uma extensão em cerca de 125 quilômetros, 283 torres metálicas para sustentação dos cabos condutores, e mais três subestações de energia: Subestação Marituba, Subestação Vila do Conde e a Subestação de Castanhal. A obra que gerou em torno de dois mil empregos de forma direta foi entregue 14 meses antes do prazo estipulado, e teve um investimento na ordem de R$560 milhões.

COBERTURA

Na RMB, a nova linha tem capacidade de transmissão de 500 quilovolts (Kv) para atender aos municípios de Belém, Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Izabel, distrito de Mosqueiro e Santa Bárbara. Na região nordeste do Pará, a linha de 230 quilovolts (Kv) abastece as cidades de Castanhal, São Francisco do Pará, Ourém, Bragança, Capanema, Salinópolis, Santa Luzia, Colares, Igarapé Açu,Paragominas, entre outros.

O governador Helder Barbalho, que marcou presença no evento de inauguração, ressaltou a importância do projeto no reforço do sistema elétrico do Estado. “A experiência vivenciada pelos irmãos amapaenses chamou a atenção para a fragilidade do sistema de energia em todo o país. Hoje, com essa entrega, passamos a ter uma alternativa B para que, eventualmente, ocorrendo um sinistro em uma linha de transmissão, possa ser acionado, nos traz tranquilidade para evitar o caos vivido pelo Amapá”, disse.

Helder destacou também a importância do projeto para os novos investimentos e demais cidadãos paraenses. “A ampliação dessa oferta de energia é fundamental para que o Estado possa dar ao seu cidadão e aqueles que aqui investem, condições e qualidade de energia para que essas pessoas possam usufruirdentro das suas demandas, sejam elas particulares ou coletivas”, frisou.

O presidente da Equatorial Transmissão, Josph Zwecker, recordou que há pelo menos 15 anos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vinha colocando o projeto em leilão, mas devido às dificuldades na região nenhuma empresa aceitava o desafio. “Foi uma obra complexa que atravessa os rios Guamá e Acará em mais de um quilômetro cada, e trouxe muitos desafios desde a parte de licenciamento até toda a parte de obras feitas, às vezes, em regiões alagadiças. Porém, em seu total, foi uma obra de sucesso e que vai trazer grande desenvolvimento parao Estado do Pará”, afirmou.

A inauguração das novas linhas é um marco para o Estado, evidenciou o presidente da Equatorial Energia Pará, Marcos Almeida. Segundo ele, a obra foi fundamental para assegurar o desenvolvimento nas regiões. “O nosso planejamento aponta que, se a gente não tivesse realizado essa obra, a partir de 2022 teríamos dificuldades de atender a demanda. A obra duplicou essa capacidade pensando de dez a 20 anos à frente. Agora essas regiões podem dobrar de tamanho que vamos suportar o desenvolvimento”, declarou.

Sobre segurança, Marcos lembra que o projeto foi pensado para que se evite ao máximo qualquer tipo de acidente que comprometa o abastecimento de energia na capital e interior. “Apesar de ter sido uma obra complexa para trazer maior qualidade de energia aos consumidores, pensamos também nos riscos de um possível comprometimento do serviço. Por isso, as novas torres de sustentação dos cabos foram construídas fora dos rios. Dessa forma não há risco, por exemplo, de acidentes com embarcações.”

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