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Livro mostra força da UFPA em 64 anos de história 

Nos últimos 28 anos, mais de 100 profissionais se formaram pela instituição, que resistiu ao golpe militar de 1964 e a tentativas de privatização do ensino público durante o período democrático da história brasileira. Farol na produção de conhecimento, a Universidade agrega mais de 60 mil pessoas, atualmente, entre professores, alunos e funcionários.

quinta-feira, 06/05/2021, 15:22 - Atualizado em 06/05/2021, 15:22 - Autor: Com informações da assessoria


A UFPA é a maior instituição de ensino superior do norte do país.
A UFPA é a maior instituição de ensino superior do norte do país. | Divulgação

De acordo com o Anuário Estatístico da UFPA/2020, a comunidade universitária soma mais de 60 mil pessoas, entre discentes, docentes e técnico-administrativos.  Fundada em 1957, a maior instituição de ensino superior do norte do país enfrentou muitos ataques e tentativas de cobranças de mensalidades e privatização. Entre 1990 e 2018, mais de 100 mil profissionais com graduação saíram da UFPA.

Somente em 2019, foram 1210 dissertações e 385 teses de doutorado defendidas. Esses são alguns dados que estão no livro “UFPA: Pública e Gratuita”, que será lançado pela Adufpa nesta quinta-feira (06), às 19h. O evento é virtual e será transmitido pelas redes sociais.

A publicação conta a história da federal do Pará construída na luta de docentes, discentes e técnico-administrativos, desde sua origem até os dias atuais. Foi o presidente Juscelino Kubitscheck que sancionou a lei nº 3.191/57, aprovada pelo Congresso Nacional, criando a Universidade do Pará, atual Universidade Federal do Pará (UFPA). O próprio Juscelino Kubitschek esteve presente no Teatro da Paz para o ato de instalação da UFPA, em 1º de fevereiro de 1959, nomeando também o reitor, professor Mário Braga Henriques, da Faculdade de Direito. 

Resistência

Assim como nas demais universidades públicas do país, o golpe de 1964 gerou processos de intimidação e perseguição na UFPA. Estudantes e professores da UFPA sofreram as diversas formas de repressão. A Universidade se viu em meio às políticas definidas para a Amazônia: colonização, federalização das terras da região, obras de infraestrutura e grandes empreendimentos energético-minerais, respondendo aos interesses do latifúndio e do capital nacional e transnacional, posicionando a comunidade acadêmica ao lado dos movimentos sociais.

Foi nesse momento conturbado e de resistência da história brasileira que, em 1979, foi fundada a Associação dos Docentes da UFPA (ADUFPA). Com o lema “Educação pública: direito de todos e dever do Estado”, desde então a ADUFPA-Seção Sindical tem sido uma referência na defesa da Universidade pública e do direito de trabalhadoras e trabalhadores. “Em um momento de enormes dificuldades e desafios, a Adufpa organizou este estudo, que resgata a história da UFPA e apresenta um conjunto de dados que comprova sua importância social para a sociedade paraense e amazônica”, observa o diretor-geral da Adufpa, Gilberto Marques.

O livro “UFPA: Pública e Gratuita” é assinado pelos professores Gilberto Marques, Indira Cavalcante da Rocha Marques, Marcelo Bentes Diniz, Márcia Jucá Teixeira Diniz, Luciene das Graças Miranda Medeiros, José Queiroz Carneiro e Mariana Rocha Marques. A editora é a Paka-Tatu e a versão em PDF para download ficará disponível no site da Adufpa.

A publicação impressa será disponibilizada para os associados da Adufpa, entidades sindicais e populares e bibliotecas da UFPA e de instituições públicas.

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