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OPERAÇÃO SOS JAMANXIM

Vídeo: Polícia Federal investiga desmatamento ilegal no Pará 

A ação cumpre quatro mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão.

quarta-feira, 06/10/2021, 09:13 - Atualizado em 06/10/2021, 09:13 - Autor: Com informações da Polícia Federal


As investigações apontam que a organização criminosa já desmatou mais de 30 mil hectares de floresta.
As investigações apontam que a organização criminosa já desmatou mais de 30 mil hectares de floresta. | Divulgação/Polícia Federal

A Flona do Jamanxim é uma Unidade de Conservação criada pelo Decreto Presidencial, s/n, de 13 de fevereiro de 2006, com uma área total de mais de 1.300.000 hectares, localizada no município de Novo Progresso, no sudoeste paraense. As Unidades de Conservação permitem unicamente a exploração sustentável da floresta.

Com o objetivo de combater o desmatamento ilegal na Amazônia, em específico na Flona do Jamanxim, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (6), a operação SOS Jamanxim, que contou com a atuação de cerca de sessenta policiais federais.

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As investigações da Polícia Federal, que utilizam dados de imagens de satélite de alta resolução do Programa Brasil Mais (PLANET), apontam que a organização criminosa desmatou mais de 30 mil hectares de floresta, que equivalem a 30 mil campos de futebol.

Os laudos demonstram ainda, que cerca de 16 mil hectares desmatados estão localizados dentro da Flona do Jamanxim, acumulando desde a sua criação mais de 160 mil hectares de floresta devastada.

A ação visa cumprir quatro mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal, subseção Judiciária de Itaituba. Houve ainda, o decreto de sequestro e bloqueios de bens até o valor de R$ 310.884.869,19  (trezentos e dez milhões, oitocentos e oitenta e quatro mil e oitocentos e sessenta e nove reais e dezenove centavos), visando a reparação do dano ambiental, conforme valores apontados em laudos periciais.

As diligências estão em cumprimento no Pará, Mato Grosso e Santa Catarina.

A modalidade de desmatamento praticada na área, chamada de corte raso, é considerada a mais danosa à natureza, já que realiza a remoção total de qualquer forma de cobertura vegetal, com objetivo de promover plantio de pasto e criação de gado.

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De acordo com a PF, o modus operandi dos criminosos é sempre o mesmo. Eles invadem terras públicas da União, fazem o corte seletivo da madeira economicamente viável e depois suprimem toda a vegetação, inclusive, com uso de fogo, para plantio de pasto e criação de gado.

Os crimes investigados são associação criminosa, desmatamento em unidades de conservação e/ou terras públicas, usurpação de terras públicas, produção de documentos falsos e uso de documentos falsos, todos crimes descritos no Código Penal Brasileiro e na Lei Ambiental, com penas previstas superiores a vinte anos de reclusão.

O nome da operação faz alusão a área da Unidade de Conservação desmatada.


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