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DIA DAS CRIANÇAS

Lojistas reclamam das vendas de brinquedos

Neste feriado, 12 de outubro, é comemorado o Dia das Crianças, e os pequenos sempre esperam receber brinquedos de presente.

terça-feira, 12/10/2021, 07:48 - Atualizado em 12/10/2021, 07:47 - Autor: Wesley Costa


Iza levou o filho, Ednaldo, para escolher o presente, em meio a um centro comercial quase vazio
Iza levou o filho, Ednaldo, para escolher o presente, em meio a um centro comercial quase vazio | Irene Almeida

Uma pesquisa divulgada no mês de setembro pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostrou que 72% dos brasileiros pretendiam ir às compras para o Dia das Crianças e desembolsar em média R$200,00 com os presentes. Porém, as vendas de brinquedos no Centro Comercial de Belém para este período não corresponderam tanto às expectativas de lojistas e vendedores neste ano.

Na segunda-feira (11), o DIÁRIO foi até a área e registrou o baixo movimento dentro de lojas especializadas e nas principais ruas do Comércio. Teve lojista que apostou na contratação de pessoas vestidas de personagens infantis para atrair a clientela. Outros anunciavam promoções à moda antiga, batendo palmas e destacando os menores valores. Mesmo assim, eram poucas as pessoas que entravam nos estabelecimentos.

O lojista Robledo Martins conta que os preços de brinquedos disparam nos últimos anos, e que por esse motivo alguns deles se tornaram menos atrativos. “Eu, por exemplo, investi em modelos de bicicletas e outros itens mais eletrônicos, mas houve pouquíssima saída. Os colegas que chegaram a investir pesado nesses modelos de brinquedos, com certeza tiveram um certo prejuízo neste ano. A nossa maior saída tem sido naqueles brinquedos mais simples comprados para doação”, disse.

Mesmo com preços mais elevados de alguns brinquedos, a dona de casa Iza Serra, 41, levou o filho Ednaldo Junior, 7 anos, para escolher seu presente. A mãe destacou a importância dos brinquedos na construção dos pequenos. “Hoje as crianças estão muito ligadas em aparelhos digitais e esquecendo de brincar de fato. Em casa a gente sempre mostra que os brinquedos também são importantes no desenvolvimento dele e buscamos manter esse equilibro”, conta.

A vendedora ambulante, Ana Lobato, 67, reforçou o encarecimento dos brinquedos. “Realmente os brinquedos ficaram bem mais caros e, nessas últimas semanas, as vendas foram bem baixas. Além disso, também tem a questão que as crianças mudaram de gosto. Agora elas querem saber mais de outras coisas tecnológicas como celulares e tablets”, observa.

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