O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará (Dieese-PA), divulgou uma nova pesquisa sobre a variação de preços das frutas consumidas pelos paraenses. Segundo o estudo, que teve como base os valores das frutas comercializadas em feiras livres e supermercados da Grande Belém, várias delas apresentaram altas que superaram a inflação prevista para o período.
A pesquisa mostrou que em setembro deste ano, algumas frutas ficaram mais caras em relação ao mês anterior, agosto. Os destaques dos reajustes ficaram com o abacate (kg), com reajuste de 4,17%; seguido do limão, com alta de 3,70% no quilo comercializado. Sofreram ainda aumentos no mesmo período a goiaba vermelha, com alta de 3,45%; o mamão kg, com alta de 3,06%; o maracujá kg, com alta de 2,40% e o abacaxi, com alta de 2,24% em cada unidade. Laranja pera e a acerola sofrem também alta no preço, de 1,35% e 1,05% respectivamente.
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Nos últimos nove meses, várias frutas também permaneceram com valores altos nas feiras e supermercados da região, com destaque para a melancia, com reajuste de 6,28%; seguida da laranja pera, com alta de 2,17%; goiaba vermelha, com alta de 1,77% e da acerola, com reajuste de 1,36%. Nos últimos 12 meses, os reajustes das frutas também ficaram acima da inflação calculada em 10,78% (INPC/IBGE) para o mesmo período.

Segundo as pesquisas do Dieese/PA, de setembro de 2020 a setembro de 2021, as maiores altas foram verificadas nos preços das seguintes frutas: goiaba vermelha apareceu em primeiro lugar, com um reajuste acumulado de 22,16%. Em seguida aparece a laranja pera, com alta de 22,08%. Na terceira posição a pesquisa destacou o abacate, com alta de 20,10%, seguido da banana prata, com alta de 11,01%.
O feirante Delson Monteiro, 63 anos, que trabalha há pelo menos 30 anos na Feira da 25, discordou da pesquisa apresentada pelo Dieese-PA. Segundo ele, entre agosto e setembro, apenas os produtos ligados à culinária do Círio apresentaram certo reajuste. “Com a aproximação do Círio a gente viu o aumento em produtos que vão para a mesa do almoço do Círio, mas as frutas em si não sofreram reajuste. Inclusive, algumas que estão na safra deram uma diminuída no valor, como é o caso do sapoti, abil e da pupunha, que já começou o tempo dela”, conta.

Nildo Moreira, 41, vendedor de frutas no mercado municipal da Pedreira, conta que poucas frutas sofreram de fato algum reajuste durante as últimas semanas. “O abacate, o maracujá e a goiaba tiveram sim um aumento, mas nada tão elevado que o cliente chegou a reclamar. Sabemos que existem vários fatores para esses aumentos e quedas de preços, e um deles é a questão do estoque. Quando, por exemplo, algum produto não tem tanta saída, a gente tem que reduzir o preço para não ficar no prejuízo também”, explica.
Redução de preços
O Dieese-PA mostrou ainda que, apesar dos aumentos significativos no valor de algumas frutas, outras apresentaram queda durante o mesmo período de 12 meses, como foi o caso do limão, com queda de 42,18%; seguido do mamão, com redução de 23,04% e do maracujá, com recuo de 6,12%.
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