O protesto de caminhoneiros ocorrido no último 7 de setembro bloqueou estradas de todo o país, causando dias de transtornos em todo o território. Na manhã desta terça-feira (26), um grupo de caminhoneiros ocupa dois trechos do acostamento da BR-316: na entrada de Ananindeua, à altura do quilômetro 2 da rodovia, e em outro ponto, no município de Benevides.
A manifestação está começou nas primeiras horas da manhã. Diversos representantes da categoria organizam um protesto nacional para o próximo dia 1° de novembro, prometendo bloqueios de rodovias em todo o país.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado do Pará (Sindicam), Eurico Tadeu, o motivo dos protestos desta terça são a exigência do funcionamento, 24 horas, de balanças que controlam o peso dos caminhões que adentram a Região Metropolitana de Belém, bem como o cumprimento da lei 11.442 (que regulamenta o preço dos fretes) e da lei 11.103 (que trata da carga horária dos caminhoneiros).
"Todo dia tem caminhoneiro assaltado, não tem um local pra ele fazer higiene, suas necessidades básicas. Que se cumpra a lei, a lei 13.103, da carga horária do caminhoneiro. Muitas vezes ele ultrapassa o horário da jornada de trabalho dele não por culpa dele, mas por conta dessa situação, por conta de engarrafamento. E, segundo, uma balança 24 horas, não só do estado, mas da federal, e que se cumpra a lei, porque tem caminhão rodando com muito peso e outros, que estão rodando certos, estão sendo penalisados", disse o representante sindical.
Segundo Eurico Tadeu, o novo aumento do preço do diesel, que deve ficar até R$ 0,24 mais caro, não faz parte da pauta de protestos desta terça-feira. "Nesse momento, não. Até porque, se cumprir o piso mínimo do frete, o óleo diesel pode subir à vontade. Porque, conforme sobe o óleo diesel, o frete aumenta, como aumenta tudo, pra todo mundo".
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