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DOR NO BOLSO

Encher o tanque custa R$ 107 a mais em Belém que em 2020

Em algumas cidades do Pará, o preço da gasolina já bateu mais de R$ 7.

quarta-feira, 10/11/2021, 07:51 - Atualizado em 10/11/2021, 08:03 - Autor: Denilson D’Almeida


Está cada vez mais difícil andar de tanque cheio.
Está cada vez mais difícil andar de tanque cheio. | Marcello Casal jr/Agência Brasil

A semana podia iniciar tranquila, até que mais um aumento de combustíveis foi anunciada pela Petrobrás. Adicionando mais 2,8% no preço, ele pode chegar até a R$ 8 em alguns locais.

O autônomo João Carlos Gomes pagou R$ 427,74, nesta terça-feira (09), para encher o tanque do carro próprio e mais um galão com gasolina. No total, ele adquiriu 62 litros de combustível em um posto localizado na Avenida Visconde de Souza Franco, no centro de Belém, e tem ciência de que o tanque cheio não vai durar por muito tempo. Por isso optou por abastecer e estocar gasolina antes de mais um reajuste no preço. Na prática, para encher um tanque de 50 litros, o motorista belenense precisa desembolsar, em média, R$ 331. São R$ 107,50 a mais que 2020, quando o litro da gasolina era vendida R$ 4,47 e um tanque cheio (50 litros) custava ao motorista R$ 223,50.

“A gente tenta economizar de todas formas e buscar novas estratégias, mas a cada vinda ao posto é um valor diferente – e sempre mais caro”, frisa ele, que possui um veículo de passeio. No Pará, o preço médio pelo litro da gasolina custa R$ 6,65, mas em algumas cidades o combustível pode ser encontrado por até R$ 7,25 nas bombas dos postos. Este é o valor máximo praticado em Conceição do Araguaia, por exemplo. Os números são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que toda semana pesquisa o preço dos combustíveis nos postos de combustíveis.

Em Altamira e Alenquer, o preço da gasolina também já ultrapassou a casa dos sete reais. Nas duas cidades, o valor médio do litro é de R$ 7,19 e R$ 7,03, respectivamente. Em Belém, segundo a ANP, o litro da gasolina é comercializado, em média, a R$ 6,62. Entretanto, há estabelecimentos vendendo o produto por até R$ 6,89, o litro.

 

Rubens Silva, diz que só está usando o carro para situações urgentes
Rubens Silva, diz que só está usando o carro para situações urgentes | Wagner Santana
 


Rubens Silva, 40 anos, lembra bem desse período em que o combustível estava mais barato e já deixou de calcular quanto gasta, por mês, para abastecer o carro. “Já foram vários reajustes este ano. Já evito sair com o carro se não for algo urgente ou essencial. Mesmo assim, está ‘pesado’ abastecer”, disse.

Embora a variação de preços dos combustíveis seja estabelecida pela Petrobras, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou no último dia 29, o congelamento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), que serve como base de cálculo para a cobrança do ICMS dos combustíveis. Isto quer dizer que até o final de janeiro de 2022 o ICMS não sofrerá aumento e desta forma os estados pretendem colaborar para que o preço da gasolina pare de aumentar.

Somente em outubro, a Petrobras reajustou duas vezes os valores da gasolina. Nas últimas quatro semanas, o preço deste combustível aumentou 32 centavos nas bombas, segundo a ANP.

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