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COP26

Pará se compromete com metas mundiais de meio ambiente

Participação de Helder Barbalho foi destacada pelos veículos de imprensa que participaram da COP26, onde o governador apresentou projetos e estratégias para o desenvolvimento sustentável na Amazônia

sexta-feira, 12/11/2021, 08:23 - Atualizado em 12/11/2021, 08:36 - Autor: Luiza Mello


Helder deu entrevistas até para as redes sociais do Luciano Huck.
Helder deu entrevistas até para as redes sociais do Luciano Huck. | Reprodução

O Pará conseguiu mostrar ao mundo que o Estado está comprometido com as 17 metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pelas Organização das Nações Unidas-ONU. A participação do governador Helder Barbalho (MDB) e da equipe de trabalho da secretaria estadual de meio ambiente (Semas) na COP26 – Conferência das Partes, revelou que o Pará tem propostas e metas para reduzir as perdas de carbono a partir de 2023, que tem planos para fomentar a produção associada a preceitos da bioeconomia e que tem projetos para manter a floresta em pé. Todo esse trabalho fez com que o Estado do Pará se destacasse na imprensa mundial e na nacional.

Em entrevista à coluna Radar Econômico, da Revista Veja, Helder foi apresentado como um dos governadores que ocupou “o vácuo de liderança comandado pelo governo de Jair Bolsonaro na área ambiental”, em Glasgow. De acordo com a coluna, o governador do Pará levou na bagagem para a Escócia, “notícias e perspectivas de mitigar os efeitos nocivos da política voltada ao meio ambiente da gestão federal”.

Na entrevista ao Radar Econômico, Helder Barbalho, afirmou que há uma decisão por parte do governo de não ser protagonista do debate. “Essa decisão traz um nível de desconfiança por parte de agentes públicos internacionais. Falando pelo consórcio de governadores pela Amazônia, queremos sinalizar que os estados subnacionais estão construindo um diálogo que não tem por intuito substituir ninguém. Mas nós temos autonomia para demonstrar que temos compromisso com a pauta”, frisou o gestor paraense.

Na conversa com o jornalista Victor Irajá, Helder defendeu que, na incapacidade de liderar como aplicável como potência econômica, “o Brasil deveria posicionar-se como liderança nas condições ambientais”. O governador paraense disse que o Consórcio Interestadual para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal não deve potencializar como matizes da gestão federal. “Se nós potencializarmos lá fora os problemas do país neste aspecto, enfraquecemos também como solução”, ressaltou. Helder alerta, porém, que a ausência do presidente Bolsonaro na Cúpula do Clima enfraquece ainda mais a posição do país perante o mundo. “Temos ausentes os presidentes da China, da Rússia e do Brasil. Existe expectativa e boa vontade de que o país exerça essa liderança”, disse.

PERSPECTIVA

A matéria da coluna Radar Econômico revela que, na esteira da assunção dos compromissos de redução das baixas de carbono por parte do governo federal, Helder Barbalho comemora o arrefecimento do tom por parte do Executivo e levanta a possibilidade de que a alternância de Ricardo Salles por Joaquim Leite à frente do Ministério do Meio Ambiente tenha dado aos estrangeiros uma sinalização positiva. “Não sei se o atual ministro comunica melhor do que o anterior, que atuava de forma passional e política”, afirma.

De acordo com a coluna da Veja, o governador “traz uma perspectiva de atrair recursos da chamada Coalizão Leaf, que envolve Estados Unidos, Noruega e Reino Unido, além de empresas privadas, que concederá 100 milhões de dólares ao estado como contrapartida a redução das perdas de carbono, a partir de 2023”. A entrevista mostra ainda que, na COP26, o governo do Pará anunciou o lançamento de uma linha de crédito de 400 milhões de reais “para fomentar a produção associada a preceitos da bioeconomia, como a cultura de cacau e pimenta, por exemplo, que, em conjunto, estimulam a mitigação das informações de carbono e a regeneração de áreas que sofreram desmatamento”. “Os recursos são oriundos de dividendos do Banco do Pará e com foco em populações de pequenos agricultores, extrativistas, quilombolas e indígenas”, encerra a matéria da coluna Radar Econômico.

Helder concedeu várias entrevistas durante a realização da COP, entre elas uma conversa com a cientista política Ilona Szabó de Carvalho, que fazia a cobertura paralela para o “stories” do Instagram do apresentador global Luciano Huck, que revelou no Twitter que a amiga “assumiu o comando dos meus stories e compartilhou tudo sobre a Cúpula do Clima, um evento muito importante, que pode definir nosso futuro. E o governador do Pará foi um dos destaques e pode resumir parte do trabalho desenvolvido pelo Estado para conter as mudanças climáticas que levou para a COP26.

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